As empresas com 50 empregados ou mais são mais otimistas do que as menores, registrando 141,8 pontos contra 129,5 das com menos de 50 empregados. Na classificação por grupo de atividades, as empresas vendedoras de bens duráveis são as menos otimistas, com 126,5 pontos, enquanto as vendedoras de semiduráveis são as mais confiantes, com 132,8 pontos.
Na visão do presidente do Sistema Fecomércio-RS (Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do RS), Zildo De Marchi, o indicador de confiança do empresário gaúcho apresentou nova elevação decorrente dos componentes referentes à expectativa quanto ao futuro e ao indicador de investimentos, sendo que o indicador de condições atuais foi o único a apresentar reversão. “A piora das condições no ambiente externo teve uma menor repercussão na formação das expectativas para o futuro do que o imaginado originalmente. Aparentemente, a perspectiva de queda da taxa Selic, que acabou se efetivando antes do previsto, contribuiu para a elevação da confiança dos empresários”, explicou De Marchi.
O ICEC é medido em todas as capitais brasileiras. Formado por três componentes – Índice de Condições Atuais (ICAEC), Índice de Expectativas (IEEC) e Índice de Investimentos (IIEC) –, considera otimista o índice acima de 100 pontos. Em Porto Alegre, foram pesquisados 328 estabelecimentos do comércio varejista.