Os tratores produzidos no Brasil devem perder espaço no mercado internacional nos próximos anos. No que pode ser considerada uma tendência, a AGCO, empresa que fabrica máquinas Massey Ferguson e Valtra, planeja transferir parte de suas operações de exportação para países onde o custo é mais baixo.
A multinacional erguerá duas fábricas na China, em Harbin e Changzhou, onde serão fabricados tratores e colheitadeiras. “O Brasil perdeu muito em competitividade nos últimos anos, com isso fomos obrigados a comprar peças e componentes na Ásia”, frisou o presidente sênior da AGCO na América do Sul, André Carioba.
Ao participar nesta quarta-feira da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), ele antecipou que a empresa estuda novos investimentos no Estado. Carioba não deu detalhes sobre a operação, mas disse que não se trata de ampliação nas unidades de Canoas (tratores), Ibirubá (implementos agrícolas) nem Santa Rosa (colheitadeiras). Contudo, lembrou que a empresa cresce por aquisições.
Mantido o atual cenário, a tendência é que as fábricas na China reduzam em 20% as exportações de plantas do Brasil, o que significaria de 3 mil a 4 mil tratores embarcados a menos por ano. A planta da Massey Ferguson de Canoas sofreria um dos maiores impactos. Entretanto, Carioba acredita que essa “perda de espaço” possa ser compensada no mercado interno.
Empresa de tratores planeja transferir parte das operações para a China
Presidente sênior na América do Sul também disse que empresa deve investir no Estado