Segundo Álvaro, para a Empresa Patriarca, além dos incentivos e do apoio recebido, como a área do Distrito Industrial e toda a infraestrutura necessária, a carência de transporte marítimo para a exportação dos seus produtos, no Uruguai, foi decisiva para que o investimento viesse para o Brasil.
Já Sebastian Quintero informou que o investimento será da ordem de R$ 12 milhões, na unidade que produzirá 540 carrocerias por ano, desde os mini e microônibus até os ônibus de grande porte de seis modelos diferentes. A fábrica de Bagé, cuja construção começa no segundo semestre deste ano, deverá gerar 120 empregos diretos e dezenas de empregos indiretos, e terá um faturamento anual de cerca de R$ 34 milhões, com a proposta de atender, inicialmente, pelo menos 2% do mercado de renovação brasileiro.
Entre as parcerias anunciadas pelos empresários, a Agrale é uma das montadoras de veículos mais destacadas. De acordo com Magda Flores, essa será a primeira indústria de metalomecânico instalada na Metade Sul do Estado, e uma das poucas do Rio Grande do Sul. Já o empresário Coradini Júnior ressaltou que essa foi uma grande notícia. “A iniciativa vem ao encontro do que defendemos a algum tempo, que é a diversificação da nossa matriz produtiva. Mas até hoje nada semelhante havia acontecido”, resume o empresário.