Economia

Empresas do Sul têm maiores taxas de sobrevivência, indica IBGE

Estudo de 2012 apontou 81,5% contra média nacional de 81,2%

Por Karina Reif

O estudo da Demografia das Empresas, divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que as regiões Sudeste e Sul apresentaram em 2012 as maiores taxas de sobrevivência, 82,4% e 81,5%, respectivamente, enquanto a média nacional foi de 81,2%. Conforme o analista socioeconômico do IBGE, Vladimir Lautert, o dado pode estar relacionado a maior formalização das empresas nessas regiões. “É um resultado de censo de registro administrativo”, explicou. Por outro lado, as maiores taxas de entrada e saída foram observadas no Norte (24,2% e 20,9%), Centro-Oeste (21,2% e 17,7%) e Nordeste (21,0% e 19,7%), assim como as menores taxas de sobrevivência: 75,8%, 78,8% e 79,0%, respectivamente.

São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul foram os estados que apresentaram o maior quantitativo de entradas de unidades locais no mercado (275,3 mil, 94,9 mil e 83,0 mil, respectivamente), porém com taxas de entrada (17,6%, 17,5% e 19,4%, respectivamente) consideradas baixas se comparadas com a registrada no Amapá, por exemplo, onde 2.009 unidades locais entraram no mercado, mas cuja taxa de entrada foi de 25,3%.

No Rio Grande do Sul, a atividade produtiva com maior número de unidades foi a de Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas. O setor tinha em 2012, 202,7 mil empresas, com 596,3 mil empregados assalariados. A Indústria de Transformação, contudo, tinha 53,4 mil unidades e empregava 726 mil pessoas.

As informações foram levantadas a partir do Cadastro Central de Empresas (Cempre), o qual contabilizava em 2012 4,6 milhões de empresas ativas no Brasil, que ocupavam 40,7 milhões de pessoas, sendo 33,9 milhões (83,4%) como assalariadas e 6,7 milhões (16,6%) na condição de sócio ou proprietário. As 4,6 milhões de empresas ativas, em 2012, tinham 5,0 milhões de unidades locais ativas, das quais 51,2% estavam localizadas na Região Sudeste; 22,0%, na Região Sul; 15,3%, na Região Nordeste; 7,9%, na Região Centro-Oeste; e 3,6%, na Região Norte.

Os salários e outras remunerações pagos pelas entidades empresariais totalizaram R$ 756,6 bilhões, com um rendimento médio mensal de R$ 1 723,15, equivalente a 2,8 salários mínimos médios mensais. A idade média dessas empresas era de 10,1 anos.

Do total de empresas ativas, 81,3% (3,7 milhões) eram sobreviventes, 18,7% eram entradas (860,0 mil), desmembradas em 13,0% de nascimentos (597,2 mil) e 5,7% de reentradas (262,8 mil). As empresas que saíram do mercado totalizaram 17,4% (799,4 mil empresas).?


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