Conforme a Fiergs, os prejuízos nas vendas externas gaúchas deverão aumentar, pois desde esta quarta-feira a Argentina passou a exigir informações prévias sobre todas as importações de bens de consumo realizadas para o país. Isso significa que os compradores argentinos precisam de autorização do governo para tudo que desejam adquirir do exterior, por meio da Declaração Jurada Antecipada de Importação (DJAI).
“Embora a balança comercial do Brasil com a Argentina tenha sido superavitária em 5,8 bilhões de dólares no ano passado, o fluxo de comércio do Rio Grande do Sul com aquele país apresentou um déficit de 2 bilhões de dólares”, alertou o presidente da FIERGS, Heitor José Müller. Além da sondagem junto a exportadores gaúchos, o industrial destaca que a entidade se articula para garantir, ao menos, a redução dos atuais entraves.
O Conselho de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Concex) da Fiergs criou o Sistema de Monitoramento das Barreiras Argentinas (Simba), que acompanha a situação das exportações. Segundo Müller, ainda existe muita confusão e desinformação entre os exportadores e importadores brasileiros sobre a DJAI. “A medida atinge todos os produtos importados pela Argentina, inclusive os chineses e uruguaios, e por isso poderá ser uma barreira maior do que todas as outras”, afirma.
De acordo com o estudo, 80% das empresas do RS sofrem as consequências das dificuldades impostas pelo país vizinho, Apesar da intensificação das barreiras, as exportações gaúchas para a Argentina cresceram 17,5%, enquanto que as importações aumentaram 14% no ano passado. Os setores de Móveis, Máquinas e Aparelhos Elétricos e Combustíveis tiveram queda no nível de exportações para a Argentina em relação a 2010.