Caso não se adaptem às transformações trazidas pelos processos disruptivos, mesmo empresas sólidas desaparecerão em pouco tempo. Essa avaliação permeou os debates do último Xtalk da Brivia, realizado nesta semana. O evento online teve uma edição especial sobre os aprendizados do Web Summit, encontro global de inovação que ocorreu entre os dias 1º e 4 de novembro, em Portugal. Diretamente de Coimbra, no mesmo país que sediou o Web Summit, o vice-presidente do Conselho de Administração do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Walter Baère, enfatizou que a sociedade vive um momento peculiar da história, em que as transformações tecnológicas viram a chave de todos os modelos produtivos.
Nesse cenário, segundo o VP, mesmo os maiores especialistas podem errar suas projeções. "As pessoas são acostumadas a perspectivas lineares, não exponenciais", afirmou. O executivo listou seis características que as organizações devem ter para sobreviver nesse contexto: adaptabilidade, agilidade de decisão, resiliência, valores sólidos, posicionamento e impacto. Walter, que também é procurador federal e doutorando em Direito Público na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, chamou atenção para a importância da agenda ESG (Environmental, Social and Corporate Governance). De acordo com o vice-presidente, para as empresas, tudo começa pelo último item da sigla. "Não há como gerar valor sem governança. Para uma companhia ser ágil, deve ter essa estrutura clara e reforçada", disse.
O Xtalk teve ainda a participação de Alsones Balestrin, pró-reitor Acadêmico e de Relações Internacionais da Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos), que ressaltou que "estamos vivendo não numa era de mudanças, mas numa mudança de era". Além disso, é necessário que as empresas estejam abertas à inovação: "Ou abrem seus modelos de inovação vendo as startups como parceiros, ou serão disrompidas por elas", alertou. Balestrin pontuou também a relevância da ESG, salientando que companhias que não tenham claros esses valores enfrentarão limitação de investimentos.
O evento online foi mediado pelo Chief Strategy Officer da Brivia, Roberto Ribas, que definiu o Web Summit como um enorme ecossistema de tecnologia, criatividade e inovação. O CSO defendeu também que "o propósito, mais do que a crença, deve ser uma obsessão das empresas", acrescentando que a tecnologia auxilia, mas não é um fim nesse processo. A transmissão pode ser conferida na íntegra aqui.
Sobre a Brivia
É uma das mais completas operações de estratégia, experiência e comunicação, com visão e execução integrada e multidisciplinar. Focada e especializada em transformação digital de grandes marcas, atua também na concepção, no desenvolvimento e na orquestração das plataformas de experiência ao usuário, além dos serviços de comunicação como agência full service. Tudo de maneira sistêmica e integrada, com o cliente sempre no centro de todo o processo.
A empresa integra o Brivia Group, que reúne outras operações ligadas a serviços de marca e transformação digital: Dez Comunicação e A2C. O grupo mantém um estruturado plano de crescimento não orgânico, e novos movimentos de M&A estão previstos para 2021.
Entre seus clientes estão Banco do Brasil, Petrobras, Vivo, Vibra Energia, Banco Carrefour, Votorantim Cimentos, O Boticário, Porto Seguro, B3, KPMG, Grupo AES, Senior, Nidec Global Appliance (detentora da marca Embraco), Previsul, Ailos, Floripa Airport, Banco BMG, entre outros. São nove operações no país e uma no exterior: São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Novo Hamburgo (RS), Florianópolis (SC), Joinville (SC), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG) e Lisboa (Portugal).