Economia

Encontro do Ilades discute em Porto Alegre contribuições do agro para a discussão climática

Evento pré-COP30 trouxe soluções de produtores rurais no debate ambiental

Presidente do Ilades, Marcino Fernandes Rodrigues Jr.
Presidente do Ilades, Marcino Fernandes Rodrigues Jr. Foto : Camila Cunha

A Contribuição do Agronegócio na Cadeia do Clima foi o tema debatido nos Diálogos Sustentáveis do Instituo Latino-Americano de Desenvolvimento Econômico Sustentável (Ilades), nesta quinta-feira, em Porto Alegre. Realizado no Paço Santo Inácio, no bairro Moinhos de Vento, o encontro foi considerado pré-COP30, a conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a ser realizada no Brasil, reunindo autoridades do agro para debater como o segmento pode contribuir com as discussões climáticas.

“O compromisso do Ilades é para uma agenda positiva, com a verdade, com a ciência, a pesquisa aplicada em um contexto econômico sustentável. A economia no mundo precisa andar, temos que buscar, cada vez mais, tecnologias que ajudem o homem”, disse o presidente do Ilades, Marcino Fernandes Rodrigues Jr. Segundo ele, o campo contribui de maneira ampla para o debate climático.

“Ele possui uma geração de riqueza muito grande, especialmente na pauta de exportações do Brasil. Somos líderes em muitos setores, carne, soja, biodiesel, e estamos avançando muito, então este é nosso compromisso, levar informação e um conhecimento qualificado sem influência ideológica. Volto a dizer, inclusive, que a COP30 deveria ser no Rio Grande do Sul, devido a nossa resiliência diante das tragédias climáticas”, acrescentou ele.

Entre os debatedores, estiveram a ex-senadora gaúcha Ana Amélia Lemos e o presidente do Conselho de Administração da Be8, Francisco Turra, ex-ministro da Agricultura, em substituição ao CEO da companhia, Erasmo Carlos Battistella. “Sendo um país de dimensões continentais e com uma diversidade de produção tão grande, o Brasil não pode conviver com uma tragédia complicada, como está sendo o endividamento. Nos anos 1990, tivemos o mesmo episódio, não pela questão climática, mas pela política, especialmente econômica. É fundamental atualizarmos os dados a respeito disto. É preciso ainda ter um entendimento de outros países da questão ambiental no Brasil”, afirmou Ana.

“Estamos com a faca e o queijo na mão. Mas isto não pode ser contaminado com um debate em que a gente mais a gente brigue do que se entenda”, afirmou ainda. Em encontros anteriores, o Ilades já reuniu na Capital outras autoridades para discutir questões relativas a diversas outras pautas, dentro do ciclo de Diálogos Sustentáveis.

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