Economia

Endividamento leva pelo menos dois prefeitos gaúchos a decretar situação de emergência

Em Caçapava do Sul, houve problema no recolhimento de lixo, estradas municipais e Pronto Atendimento

O endividamento pendente da gestão passada levou pelo menos dois prefeitos gaúchos a decretar situação de emergência no começo do mandato. A decisão já foi tomada nas prefeituras de Pontão, no Norte gaúcho, e Caçapava do Sul, na região Central.

Em Caçapava do Sul, o prefeito Otomar Vivian assinou o documento nesta segunda-feira. Ele explicou que o município soma dívidas de R$ 10,6 milhões em restos a pagar. Entre os serviços afetados pelos problemas financeiros estão o recolhimento de lixo, funcionamento do Pronto Atendimento e manutenção de estradas. Além disso, os funcionários da prefeitura ainda não receberam o pagamento referente a dezembro.

Vivian relatou que em algumas comunidades o lixo chegou a acumular por 20 dias, sendo que apenas nos dois primeiros dias do ano, foram recolhidas 70 toneladas de resíduos. O número corresponde a 25% da produção total de lixo da cidade.

Outro problema enfrentado é a interdição do Pronto Atendimento, em razão das más condições estruturais. O local está fechado desde o dia 2 e os moradores estão sendo encaminhados para o Hospital de Caridade, através de um convênio firmado com a instituição. O prefeito fala ainda que diversas estradas municipais tiveram trechos interrompidos, dificultando o deslocamento da população.

Com o decreto, a expectativa é receber recursos estaduais para realizar contratos emergenciais e recuperar as instalações do Pronto Atendimento, escolher uma nova empresa para coleta de lixo, entre outras demandas. Nesta terça-feira, Vivian se reúne com o vice-governador Beto Grill para tratar das necessidades do município.

Apesar das reclamações de alguns prefeitos, a maior parte dos gestores conseguiu fechar as contas antes do encerramento do mandato, conforme o presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs). Ary Vanazzi ponderou que a arrecadação geralmente é menor em início de gestão, o que deve prejudicar as finanças ainda no primeiro semestre.

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