Economia

Entidade ligada a bets estima que cerca de R$ 25 bilhões devem migrar para mercado ilegal

International Betting Integrity Association afirma que apostas suspeitas ficarão ainda mais difíceis de serem detectadas

Entidade ligada a bets estima que cerca de R$ 25 bilhões devem migrar para mercado ilegal
Entidade ligada a bets estima que cerca de R$ 25 bilhões devem migrar para mercado ilegal Foto : ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO/CP

Um report de outubro da International Betting Integrity Association (Ibia), entidade ligada às empresas de apostas, estima que a proibição das bets no Brasil, em vigor desde setembro, pode levar a uma migração de cerca de R$ 25 bilhões para o mercado ilegal de jogos de azar, que deve crescer de R$ 17 bilhões pré-proibição para R$ 42 bilhões.

O Brasil, segundo a Ibia, trouxe inicialmente um dos marcos regulatórios para bets mais avançados do mundo, com nota de 77/100 para a entidade. Ao todo, mais de 80 operadores licenciados exerciam a atividade no País, dentro de um mercado regulado que alcançava a cifra de R$ 40 bilhões. Com a proibição apenas 21 meses depois da regulamentação, o mercado ilegal deve superar o tamanho ao qual chegou o mercado regularizado, segundo o report.

Além disso, apostas suspeitas ficarão ainda mais difíceis de serem detectadas no mercado ilegal, de acordo com a entidade. A Ibia, no primeiro ano de mercado regulado, 2025, reportou 25 alertas no esporte brasileiro, a partir dos operadores nacionais licenciados monitorando essas atividades e comunicando às autoridades.

Com a migração para um mercado offshore, a entidade também alerta para um prejuízo na proteção aos apostadores, que devem perder a verificação de identidade, o direito de autoexclusão e as garantias de pagamento. O Estado, por sua vez, tem a arrecadação de impostos renunciada, e os times de futebol devem perder os patrocínios de casas de apostas, que representam grande parte do dinheiro movimentado no mercado publicitário do esporte.

As licenças dos operadores regularizados expiram em 25 de outubro, e o Congresso Nacional tem 120 dias, a partir do envio da Medida Provisória, para confirmar ou rejeitar a proibição. A Ibiá recomenda que os decisores reconsiderem a medida em diálogo com o setor.

Veja Também

Empreendedoras Braskem forma sua quarta turma no RS

O programa é voltado para mulheres que desejam criar ou profissionalizar um pequeno negócio