Em um movimento que busca aliar desenvolvimento tecnológico e soluções em saúde, o Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre (Sindhospa) e a Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação do Rio Grande do Sul (Assespro-RS) celebraram um termo de cooperação no início da noite desta quinta-feira no Tecnopuc em Porto Alegre.
A cerimônia de assinatura do termo ocorreu durante o lançamento do grupo de trabalho de Saúde que busca ampliar a conexão entre empresas, instituições de saúde e especialistas promovendo inovação. O grupo será coordenado por Guilherme Barros, Coordenador da Vertical Saúde e busca desenvolver um ecossistema de saúde digital orientado por quatro eixos: geração de negócios; posicionamento institucional; laboratórios de inovação aplicada e desenvolvimento humano aliado a agenda social.
O evento também promoveu debate sobre os desafios do uso das tecnologias na área da saúde. O painel foi ministrado pelo superintendente de Tecnologia e Soluções Digitais da Unimed Porto Alegre, Cristiano Silveira, que destacou a tecnologia como uma saída viável para a viabilidade dos planos de saúde.
“Não é mais sobre pensar em como reduzir o custo da cirurgia robótica, mas de evitar. Esse é o objetivo de todo o sistema de saúde porque se os custos estão muito elevados a única forma de conter é evitar que eles aconteçam. Eles não acontecendo o modelo de negócio se altera do cuidado da doença, para o cuidado da saúde”, explicou o representante que defendeu planos de saúde em parceria com iniciativas tecnológicas na área do bem-estar como TotalPass e Wellhub.
Além de um trabalho de medicina preventiva com o objetivo de diminuir os custos de operações e promover saúde, Silveira também destacou como a importância de investimento tecnológico na área de gestão de dados.
De acordo com ele, as informações são a matéria-prima da tecnologia e permite a automatização de processos de forma assertiva e personalizada, sem tirar o poder decisório do profissional da saúde. “Nós ainda estamos batalhando para conseguir interpretar dados internos dentro de cada instituição. Imagina entre instituições. A saúde está sendo empurrada pra tecnologia e nós temos que usá-la a nosso favor”, explica.