Oito entidades lançaram o “Manifesto pela liberdade na jornada com renda”, sugerindo mais debates sobre jornada e redução de encargos. O manifesto que começou com a Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul), Federação das Associações Gaúchas de Varejo (FAGV), Setcergs (Setcergs), Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis, Assessoramento, Perícias Informações e Pesquisas do Estado do Rio Grande do Sul (Sescon), Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDLPoa), Sindicato dos Lojistas do Comércio de Porto Alegre (Sindilojas) tem agora mais de 60 assinaturas. “Num país que se apropria de quase metade da remuneração dos empregados com encargos, impostos, entregando péssimos serviços públicos, precisamos trazer renda com liberdade de jornada, incorporando 30% dos encargos da folha diretamente como aumento dos salários dos trabalhadores, que precisam ter direito de negociar quantas horas quiserem trabalhar por semana”, ressalta um dos trechos do texto.
Manifesto na íntegra:
É legitimo e urgente o debate sobre jornada de trabalho, renda e qualidade de vida, mas ele não pode ser reduzido a propostas inviáveis para o futuro do Brasil.
Precisamos enfrentar os encargos abusivos sobre a folha de pagamento, para que redução de jornada não se transforme em mais trabalho para complementar a renda que falta nas famílias, não se transforme em inflação e endividamento, com perdas no atendimento de saúde, na produção de alimentos e serviços essenciais ao povo brasileiro.
Trabalho e produção são interdependentes, porque geram a renda que circula na economia e os consumidores que mantém viva a atividade produtiva, mas estamos carregando por tempo demais um Estado pesado e ineficiente.
Num País que se apropria de quase metade da remuneração dos empregados com encargos, impostos e inflação, entregando péssimos serviços públicos de volta, precisamos trazer renda com liberdade de jornada, incorporando 30% dos encargos da folha de pagamento diretamente como aumento dos salários dos trabalhadores, que precisam ter o direito de negociar quantas horas querem trabalhar por semana.
Libertando a jornada do peso dos encargos e regras que sufocam o trabalho, é possível aumentar significativamente os salários de todos os trabalhadores brasileiros e dar liberdade de negociação das horas de trabalho com renda. Como exemplo, um trabalhador que hoje recebe líquido R$2.400,00/mês teria um aumento real e imediato para R$3.120,00/mês nas mesmas 44 horas semanais, com mais renda por hora trabalhada e liberdade para negociar a melhor jornada semanal por setor, criando prosperidade e dinamismo para a economia com mais qualidade de vida para famílias brasileiras.
Com tantos escândalos de má gestão e dinheiro público desperdiçado, é inaceitável que o Governo sobrecarregue ainda mais quem trabalha formalmente, enquanto famílias se endividam, perdendo qualidade de vida com juros e inflação.
Precisamos ampliar a base de arrecadação, com empregos formais atrativos.
Chega de colocar a culpa nos outros!
O Governo brasileiro precisa fazer o dever de casa, buscando recursos públicos pela Reforma Administrativa, corte de excessos e melhora da sua eficiência, incorporando 30% dos encargos aos salários para valorizar quem trabalha, produz e consome.