Uma mobilização foi promovida pela Frente dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul na Esquina Democrática, no Centro Histórico de Porto Alegre, contra a proposta de reforma administrativa que é discutida na Câmara dos Deputados. Além disso, o grupo composto por cerca de 15 entidades sindicais também criticou políticas de privatização e a reforma da previdência.
De acordo com a presidente da Associação de Servidores do Ministério Público do RS (Aprojus), Carmem Pasquali, que também é membro da Frente dos Servidores Públicos do RS, o texto da reforma administrativa dá passos para acabar com o serviço público no Brasil. “Oportunizar o ingresso de trabalhadores no serviço público sem concurso, por indicações políticas, coloca em risco os serviços prestados para a sociedade, principalmente em educação, saúde e segurança. A estabilidade dos servidores é também uma garantia para a sociedade como um todo”, explicou.
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Já a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Aposentados e Pensionistas do RS (Sinapers), Kátia Moraes, salienta que mudanças previstas pela reforma podem influenciar no serviço prestado. “Nosso ato é uma tentativa de comunicar à sociedade o que pode acontecer com ela. O que está em jogo não é apenas a perda do direito do trabalhador, mas uma precarização do serviço à sociedade”, afirmou.
O relatório do grupo de trabalho que discute o tema na Câmara dos Deputados, que deve ser entregue em agosto, possui 66 propostas até o momento, que serão divididas em textos de projeto de emenda constitucional, de projeto de lei e de projeto de lei complementar. A mobilização também estava prevista para ocorrer em outras cidades do país.