Economia

“Escalada de provocações não vai levar a lugar nenhum”, aponta presidente da Federasul sobre tarifaço dos EUA

Rodrigo Sousa Costa destacou necessidade de tratar parceiros comerciais da mesma forma, evitando política ideológica

Rodrigo Sousa Costa, presidente da Federasul, em visita ao Correio do Povo
Rodrigo Sousa Costa, presidente da Federasul, em visita ao Correio do Povo Foto : Pedro Piegas

O presidente da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande Sul (Federasul), Rodrigo Sousa Costa, voltou a reforçar a necessidade do diálogo ponderado e sensato para buscar a solução do tarifaço dos Estados Unidos da América (EUA) imposto ao Brasil. Ele visitou Correio do Povo nesta segunda-feira para conhecer o centenário acervo de periódicos e fotografias do jornal, que completa 130 anos em outubro de 2025.

Costa mantém sua preocupação com os reflexos das tarifas para a economia brasileira, principalmente no RS. “A relação comercial é histórica entre Brasil e EUA. E não há interesse pelas partes em ficar promovendo rompimentos. Acho que tem que baixar a poeira e agir com muito pragmatismo. Não é razoável hostilizar e construir hostilidades contra outro país, seja ele qual for, e depois exigir que continuem negociando como se fôssemos parceiros comerciais. Temos capacidade de oferecer segurança alimentar e energética para o mundo, mas não podemos seguir com uma política ideologicamente agressiva, senão vamos colher maus frutos na parte comercial”, explicou.

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O presidente da Federasul destacou a necessidade da diplomacia brasileira voltar a atuar de acordo com seu histórico de mais de 200 anos, baseada na ponderação e mediação de conflitos entre países. “Nos últimos 20 anos, nossa diplomacia perdeu espaço para se tornar uma ação de governo, atuando ideologicamente segundo as suas próprias convicções. Acho que o discurso brasileiro está equivocado. Essa escalada de provocações, de ambas as partes, não vai levar a lugar nenhum”, completou.

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