O presidente da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande Sul (Federasul), Rodrigo Sousa Costa, voltou a reforçar a necessidade do diálogo ponderado e sensato para buscar a solução do tarifaço dos Estados Unidos da América (EUA) imposto ao Brasil. Ele visitou Correio do Povo nesta segunda-feira para conhecer o centenário acervo de periódicos e fotografias do jornal, que completa 130 anos em outubro de 2025.
Costa mantém sua preocupação com os reflexos das tarifas para a economia brasileira, principalmente no RS. “A relação comercial é histórica entre Brasil e EUA. E não há interesse pelas partes em ficar promovendo rompimentos. Acho que tem que baixar a poeira e agir com muito pragmatismo. Não é razoável hostilizar e construir hostilidades contra outro país, seja ele qual for, e depois exigir que continuem negociando como se fôssemos parceiros comerciais. Temos capacidade de oferecer segurança alimentar e energética para o mundo, mas não podemos seguir com uma política ideologicamente agressiva, senão vamos colher maus frutos na parte comercial”, explicou.
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O presidente da Federasul destacou a necessidade da diplomacia brasileira voltar a atuar de acordo com seu histórico de mais de 200 anos, baseada na ponderação e mediação de conflitos entre países. “Nos últimos 20 anos, nossa diplomacia perdeu espaço para se tornar uma ação de governo, atuando ideologicamente segundo as suas próprias convicções. Acho que o discurso brasileiro está equivocado. Essa escalada de provocações, de ambas as partes, não vai levar a lugar nenhum”, completou.