O governo federal tem levado atrativos turísticos do Rio Grande do Sul por meio da estrutura de promoção e divulgação do turismo internacional, com ampliação de frequências aéreas com destino ao estado e apoiado empreendimentos privados por meio do Fundo Geral do Turismo (Fungetur) para potencializar o setor do turismo, afirmou o ministro do Turismo, Celso Sabino. “Hoje, tanto o setor público quanto o privado do turismo do Rio Grande Sul têm uma nova realidade, um novo significado. Por isso, também, a gente tem números de turismo bem maiores do que era no período pré-pandemia”, disse.
O ministro fez a afirmação durante o programa “Bom Dia, Ministro”, na manhã desta segunda-feira, programa transmitido pelo Canal Gov. Sabino acrescentou que os demais esforços do presidente Lula para a reconstrução do estado também deram certo. “Hoje a gente tem um estado recuperado das enchentes, e também os esforços do presidente para impulsionar a economia do estado. Aqui, falo pelo turismo, tem dado efeito e resultado”, diz.
O estudo mais recente divulgado pelo Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), em parceria com o Ministério do Turismo (MTur) e a Polícia Federal, registrou, entre janeiro e outubro deste ano, crescimento de 84,1% no turismo internacional no Rio Grande do Sul. O estado, que ainda passa pelo período de reconstrução após a catástrofe, recebeu 1.332.077 turistas estrangeiros, e no ano passado foram registradas 723.493 chegadas. Apenas em outubro, o estado contabilizou 39.262 turistas internacionais, um crescimento de 34% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
O ministro lembrou que, no ano passado, o estado foi retirado do Mapa do Turismo Brasileiro, ferramenta estratégica para orientar políticas públicas, investimentos e ações voltadas ao desenvolvimento do setor, em virtude das catástrofes climáticas que interromperam as operações no Aeroporto Internacional Salgado Filho e com estradas comprometidas.
“É um estado importantíssimo para o Brasil e para o turismo brasileiro, por onde entram, inclusive, muitos turistas argentinos, que são os principais clientes hoje do turismo nacional. Mesmo assim, no ano passado, conseguimos bater o recorde de turistas estrangeiros com 6,7 milhões em um ano”, afirma. A perspectiva é de chegar a 10 milhões até o final do ano, uma meta que estava prevista para 2028, lembra o titular da pasta.
A nível nacional, de janeiro a outubro deste ano, foram mais de 7,6 milhões de visitantes estrangeiros. Nos primeiros 10 meses de 2025, os destinos brasileiros registraram a chegada de quase 3 milhões de hermanos, valor 85,46% maior que no mesmo período de 2024. O segundo lugar entre os maiores emissores fica com o Chile, com 661.850 entradas nos primeiros 10 meses de 2025.
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Ministro atribui críticas da COP30 a “síndrome de vira-lata”
Em participação especial de Belém, direto da COP30, Sabino também comentou sobre as críticas feitas em relação à capacidade do município para receber turistas. Ele atribuiu os comentários negativos à “síndrome de vira-lata”. “O fato de terem pessoas que criticaram e que ainda estão tentando encontrar cabelo em ovo para tentar achar alguma coisa que não esteja funcionando, eu atribuo isso a, talvez, ‘síndrome de vira-lata’, porque tudo deve funcionar lá fora, tudo é bom lá fora, quando aqui dentro tem que ficar criticando e encontrando defeito. Mas o fato é que essa COP está melhor do que as COPs anteriores”.
O ministro afirmou que Belém registra, no momento, 95% de ocupação hoteleira, e que o governo garantiu que haveria hospedagem para todos. “A gente sempre falou, desde o início, que o mercado iria regular porque teríamos hospedagem para todo mundo. E a gente sabia que aquele excesso que havia acontecendo pontualmente nunca foi regra geral nos preços ofertados e que iriam ser regulados pelo próprio mercado”.