Economia

Especialistas discutem formação e inovação como motores de desenvolvimento para o RS

Sergs Debates desta quarta-feira trouxe visões de autoridades sobre impulsionamento econômico para o estado

Sergs Debates ocorreu nesta quarta-feira, na sede social da Sergs, em Porto Alegre
Sergs Debates ocorreu nesta quarta-feira, na sede social da Sergs, em Porto Alegre Foto : Alina Souza

O Sergs Debates desta quarta-feira, promovido pela Sociedade de Engenharia do RS (Sergs) em sua sede social, no bairro Pedra Redonda, em Porto Alegre, discutiu diferentes perspectivas sobre formação, desenvolvimento e possíveis caminhos econômicos para o Rio Grande do Sul. Reunindo representantes de institutos de inovação e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o evento trouxe ainda especialistas e demais autoridades.

A conselheira da Sergs e mediadora do debate, Daniela Cardeal, destacou a importância do aspecto educacional para reter talentos no estado, precedido pela necessidade de grandes investimentos. “Todos os estados reuniram diversos fatores técnicos, legais, sociais e ambientais para este esforço. Antes de cobrarmos uma entrega da inteligência artificial, por exemplo, precisamos saber mais ou menos onde queremos chegar”, comentou Daniela, comentando ainda a necessidade de um casamento entre a formação de qualidade e a boa comunicação, requisitos fundamentais no mercado de trabalho.

Fundador da Cidade do Agro, hub de inovação e desenvolvimento para o agronegócio sediado em uma área de 200 hectares no município de Capão do Leão, no sul gaúcho, o engenheiro agrícola Lauro Soares Ribeiro comentou sobre o histórico da iniciativa, surgida na esteira do auxílio que diversos agricultores forneceram às cidades para escoamento das águas das enchentes de 2024.

“Com isso, começamos a discutir como podíamos nos unir e nos organizar, não apenas em momentos de crise, ajudando com que a região pudesse se desenvolver. Com isso, buscamos entender como poderia ser esse movimento e percebemos que o agro já era nossa expertise, e que poderíamos trabalhar alinhados com a pesquisa, a universidades e as empresas”, disse ele, salientando que a Escola busca fazer também com que as pesquisas geradas ali possam ter aplicação no mundo real.

“Nosso propósito é justamente melhorar esta comunicação da pesquisa até o mercado, porque se ele tiver um método científico, consegue acelerar a inovação tecnológica”, comentou ele. Além de Ribeiro, debateram o assunto a professora do Departamento de Engenharia de Produção da UFRGS, Maria Tinoco; o diretor executivo do Instituto Caldeira, Pedro Valério; e o superintendente de Educação Profissional da Secretaria Estadual da Educação (Suepro/Seduc), Tom Collier.

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