No médio prazo, Gabrielli entende que, com a decisão do governo em investir na criação de uma estrutura institucional de apoio ao empresariado para desenvolvimento tecnológico, com o conhecimento dos detalhes, será preciso que a Petrobras amplie um pouco a sua presença futura para agilizar as respostas e adaptações para incentivar empresas gaúchas a entrar na cadeia de fornecedores. “Duas áreas importantes nós vamos ter que trabalhar no RS, a primeira delas na formação de mão-de-obra, pois com o pleno emprego no Estado, estamos com dificuldades até de recrutar pessoas para serem treinadas e teremos que melhorar nossa estratégia de recrutamento”, disse. Também será preciso discutir uma política de estímulo a criação da novas empresas e de apoio às já existentes. “O RS tem uma base tecnológica muito boa comparada a outros estados, com universidades que têm investimentos fortes, e a presença de empresas tecnológicas”, destacou o presidente da estatal.
O governador Tarso Genro salientou que o governo vem discutindo essa atuação, inclusive com o envio de projetos nesta área para a Assembleia Legislativa. “Queremos fazer com que, nos próximos quatro anos, consigamos sair deste patamar de participação de 2% a 3% para algo em torno de 10%, e para isso vamos incentivar as empresas, inclusive com o que for preciso dentro da renúncia fiscal possível para a qualificação de projetos convincentes, que melhorem a base tecnológica e a competitividade gaúcha”, sustentou. Entre as propostas, está uma que permite ao Estado bancar não apenas a folha de salários, como também a instalação material de centros de tecnologia nas empresas locais. “A formatação da agência de desenvolvimento vai acelerar esses processos”, afirmou Tarso.