De um total de 25 setores industriais, somente seis apresentaram alta no acumulado de abril a junho, enquanto 14 tiveram diminuição e cinco, estabilidade. Os destaques negativos foram Material de Transporte (-99,6%), Metalurgia (-71,0%), Tabaco (-37,7%), Produtos Químicos (-33,6%) e Veículos Automotores, Reboques e Carrocerias (-26,8%). O avanço em Coque e Derivados de Petróleo (158,8%), Couro e Calçados (12,3%) e Produtos Alimentícios (4,7%) impediu um resultado ainda pior do segmento industrial. Quanto aos produtos básicos (não-industrializados), a expansão atingiu 4,4%, somando US$ 2,3 bilhões.
Nessa base de comparação, em relação aos destinos das exportações gaúchas, a liderança ficou com a China (US$ 2,08 bilhões), ao elevar em 6,8% os pedidos, principalmente de soja. A segunda posição foi ocupada pelos Estados Unidos (US$ 365,1 milhões), apesar de terem reduzido a demanda total para o Rio Grande do Sul em 25,6%, e que também adquiriram basicamente soja. Na sequência veio a Argentina (US$ 340,5 milhões), mesmo tendo comprado 32,9% menos do que no ano passado. O país vizinho comprou veículos automotores.
As importações totais do Estado tiveram redução de -9,1% frente ao segundo trimestre de 2013, somando US$ 3,87 bilhões. Houve diminuição nas compras das categorias de uso ligadas à indústria: Bens de Capital (-21,8%) e Bens Intermediários (-11,8%).
Acumulado
As exportações gaúchas fecharam o primeiro semestre de 2014 com um recuo de -20,5% em comparação ao mesmo período do ano passado, e totalizaram US$ 8,87 bilhões. Em relação à indústria a queda foi de 25,8%, somando US$ 6,14 bilhões. As maiores perdas ficaram concentradas nos setores de Material de Transporte (-99,1%), Metalurgia (-53,5%), Tabaco (-32,2%), Veículos Automotores (-24,5%), Químicos (-18,7%) e Produtos de Metal (-17,6%).