A projeção para o IPCA no próximo ano está cada vez mais distante do centro da meta (4,5%). A estimativa para 2011 já ultrapassou o teto de 6,50%. Cabe ao BC perseguir a meta de inflação e o principal instrumento usado para controlar a demanda por bens e serviços e, por consequência, a alta dos preços é a taxa básica de juros, a Selic.
Na avaliação dos analistas, essa taxa deve encerrar 2011 em 11% ao ano, estimativa mantida há quatro semanas. Para o fim de 2012, a expectativa para a Selic segue em 10,50% ao ano. Atualmente, a taxa básica está em 12% ao ano. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, que define a Selic, será nos dias 18 e 19 deste mês, quando os analistas esperam que a Selic seja reduzida para 11,5% ao ano.
O boletim Focus também traz a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que passou de 5,73% para 5,58%, este ano, e permanece em 5%, para 2012. A estimativa para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) passou de 5,77% para 5,95%, em 2011, e de 5,06% para 5,08%, em 2012. No caso do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a estimativa foi ajustada de 5,82% para 5,87%, este ano, e de 5,18% para 5,24%, em 2012.
A estimativa dos analistas para os preços administrados segue em 5,80%, em 2011 e passou de 4,57% para 4,55%, no próximo ano. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo, entre outros.