Economia

Estudo compara causas do desemprego no Brasil entre 1998-1999 e 2015-2016

Economista da FEE analisou períodos na região Metropolitana de Porto Alegre

Economista da FEE analisou períodos na região Metropolitana de Porto Alegre
Economista da FEE analisou períodos na região Metropolitana de Porto Alegre Foto : Samuel Maciel / CP Memória
A Fundação de Economia e Estatística (FEE) divulgou uma análise comparativa do desemprego da Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA) entre 2015-2016 e 1998-1999, períodos de maior gravidade em termos de desocupação. Segundo o economista Raul Luís Assumpção Bastos, "o aspecto mais preocupante do mercado de trabalho no Brasil neste cenário de crise econômica é o desemprego. O Brasil tem cerca de 11,76 milhões de pessoas desocupadas, o que resulta numa taxa de desocupação de 11,5% em 2016".

• Confira a Íntegra da análise 

A análise Desemprego na RMPA: uma comparação entre 1998-1999 e 2015-2016 foi apresentada na divulgação da Carta de Conjuntura de fevereiro nessa terça-feira. A comparação foi possível pelo fato de o trabalho utilizar dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego na RMPA (PED-RMPA), da FEE e parceiros, que hoje se constitui na mais longa série histórica da Região, com médias anuais dos seus indicadores, de forma ininterrupta, de 1993 até o presente.

Segundo o pesquisador, "o crescimento do desemprego na RMPA nos dois períodos enfocados na pesquisa resulta de movimentos bastante distintos do nível de ocupação e da oferta de força de trabalho. Na crise atual, o aumento do desemprego foi determinado pela contração do nível ocupacional, combinado com a elevação da População Economicamente Ativa, em 2015, mas atenuado pela saída de pessoas do mercado de trabalho, em 2016.

Já no período 1998-1999, a elevação do desemprego foi provocada por um crescimento da oferta de força de trabalho em larga escala, muito superior à capacidade de geração de oportunidades ocupacionais pela economia regional naquela conjuntura, resultando na mais alta taxa de desemprego da RMPA (19%).


FEE, FGTAS, SEADE, DIEESE e apoio MTE/FAT

 

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