O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs uma nova rodada de tarifas sobre a importação de madeira serrada e móveis, com as medidas entrando em vigor a partir de 14 de outubro. O anúncio foi feito pela Casa Branca nesta segunda-feira (29) por meio de uma proclamação presidencial.
As novas tarifas incluem um imposto global de 10% sobre as importações de madeira macia. Além disso, foi estabelecida uma tarifa global de 25% sobre móveis estofados, que está programada para aumentar para 30% a partir de 1º de janeiro.
Materiais de construção altamente afetados
Os materiais de construção foram os mais atingidos na última leva de impostos de importação dos EUA. A medida incluiu uma tarifa global de 25% sobre armários de cozinha e penteadeiras, com previsão de aumento para 50% em 1º de janeiro.
Economias com acordos comerciais preferenciais, como o Reino Unido, a União Europeia e o Japão, devem desfrutar de um tratamento mais favorável, de acordo com os termos de seus respectivos pactos com os Estados Unidos. As tarifas impostas por Trump desde seu retorno à Casa Branca têm gerado questionamentos e críticas jurídicas tanto globalmente quanto dentro dos EUA, vindas de pequenos empresários e membros do Congresso. A Suprema Corte dos EUA ouvirá argumentos orais sobre a legalidade das tarifas globais de Trump em 5 de novembro.
Justificativa de segurança nacional e negociação
Em um informativo divulgado na segunda-feira, o governo Trump alegou que as tarifas sobre a madeira visam abordar uma ameaça à segurança nacional. O comunicado afirma que a "madeira desempenha um papel vital na construção civil e na infraestrutura militar".
A Casa Branca justificou que as "cadeias de suprimentos estrangeiras e grandes exportadores atendem cada vez mais à demanda dos EUA, o que cria vulnerabilidades em caso de interrupções". O informativo também deixou a porta aberta para negociação, notando que os parceiros comerciais que negociarem com os Estados Unidos "podem conseguir uma alternativa aos aumentos tarifários pendentes."