Geithner advertiu que não sabe quanto tempo poderá oferecer à Casa Branca e aos legisladores americanos caso este não cheguem logo a um acordo sobre um compromisso orçamentário para evitar que a economia mergulhe no "abismo fiscal" . Segundo o secretário, entre as medidas extraordinárias estão o travamento da emissão de alguns títulos do governo estadual e municipal, o que, sob circunstâncias normais, deve gerar um prazo de cerca de dois meses.
"Contudo, dada a incerteza que existe agora no que diz respeito às políticas de gastos para 2013, não é possível prever a duração efetiva destas medidas", avaliou. Oficialmente, a Casa Branca tem até o final do mês para acertar as maneiras de reduzir os gastos e elevar os impostos para reduzir a dívida antes que isso seja feito de maneira automática, como prevê a lei, o que poderia levar o país à recessão, segundo alguns especialistas.
Obama encurtou suas férias de Natal para reiniciar as negociações fiscais entre democratas e republicanos, informou a Casa Branca. O presidente encontrava-se junto a sua família no Havaí e deve retomar as negociações na quinta-feira. Apesar de semanas de negociações, Obama não alcançou um acordo com os republicanos para evitar o temido abismo fiscal, que levará, a partir de 1º de janeiro, a uma alta generalizada de impostos e a cortes automáticos nos gastos públicos, sobretudo na área social.
No dia 1º de janeiro também expiram as reduções de impostos para todos os contribuintes, herdadas da presidência de George W. Bush e que os republicanos pretendem renovar. Contudo, Obama deseja excluir destas reduções os americanos com receitas superiores a US$ 400 mil por ano, depois de ter abandonado durante as negociações sua base de US$ 250 mil.