França e Alemanha respondem à decisão do primeiro-ministro grego, George Papandreou, de realizar um referendo sobre o plano adotado na cúpula. "O euro precisa ser mantido estável", enfatizou Angela em entrevista após uma reunião especial antes do encontro do G20 (grupo das 20 maiores economias globais). "Queremos alcançar isso com a Grécia, e não sem a Grécia. Mas a tarefa de manter a estabilidade do euro como moeda tem que ser a principal tarefa e a prioridade."
"O essencial não é a questão do plano de resgate unicamente, mas sim se queremos permanecer na Eurozona", declarou Papandreou. Ele salientou, contudo, que acredita que a população deseja manter o vínculo com o resto do continente, mas que isso precisa ser reverendado com toda a população.
Os dois líderes de Alemanha e França também alertaram que a sexta parte dos empréstimos combinados para resgatar a economia da Grécia não serão pagos se o plano não tiver apoio no referendo. "Se as regras do jogo não forem aceitas, nem a União Europeia (UE) nem o FMI irão entregar nem mais um centavo à Grécia", explicou Sarkozy.
A Grécia esperava receber nos próximos dias os 8 bilhões de euros correspondentes ao sexto e último lote de crédito de 110 bilhões de euros concedidos pela UE e pelo FMI em maio do ano passado, vitais para o pagamento de pensões e salários antes do final do ano.