As instituições europeias trabalham "dia e noite" para aplicar os acordos da reunião de cúpula de 21 de julho – na qual se acordou redobrar a ajuda à Grécia e o reforço do fundo de resgate para a Eurozona, disse o comissário. O primeiro-ministro grego, Giorgos Papandreou, pediu hoje a aplicação imediata das medidas definidas mês passado.
"Estas decisões têm que ser colocadas em prática agora, já adotadas pelos Parlamentos nacionais onde for necessário", destacou Papandreou em uma carta enviada ao presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso. O documento é uma resposta a uma mensagem de quinta-feira, na qual Barroso pediu aos governantes da Eurozona que considerassem um aumento do fundo de apoio aos países membros afetados pelas dívidas.
Na reunião de emergência de 21 de julho, os dirigentes da Eurozona concordaram com um segundo plano de resgate da Grécia, em um total de 158 bilhões de euros, com uma participação substancial dos bancos e de outros credores privados.
Nesta sexta, as principais Bolsas da Europa registravam quedas de entre 2% e 3,5% na abertura. Às 7h37min (4h37min de Brasília), Frankfurt registrava queda de 2,08%, Londres de 3,44% e Paris de 1,14%. Milão perdia 3,31% e Zurique 1,59%. Madri era exceção e operava em leve alta de 0,53%.
Mercados asiáticos em queda expressiva
Já a Bolsa de Tóquio encerrou a sessão de sexta em queda expressiva de 3,72%, em consequência do nervosismo generalizado com o crescimento mundial e a crise da dívida dos países ricos, agravadas pela valorização do iene. O índice Nikkei 225 perdeu 359,30 pontos, a 9.299,88 unidades.
Durante a sessão, o Nikkei chegou a registrar queda de mais de 4% e o menor nível desde o terremoto de 11 de março. As outras praças asiáticas seguiram a tendência. Em Hong Kong, a queda do índice Hang Seng foi de 4,29%. Seul perdeu 3,70%, Sydney 4% e Taipé 5,58%.