Na terça-feira, a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy exigiram um "mapa do caminho" para aplicação do plano de resgate. Segundo Sarkozy, o plano de resgate da Eurozona adotado em Bruxelas é "a única via possível para resolver o problema da dívida grega".
Mas o gabinete grego, reunido em sessão extraordinária na madrugada desta quarta-feira, aprovou por 'unanimidade' o projeto de referendo sobre o plano europeu. Segundo o porta-voz do governo Elias Mossialos, o gabinete também aprovou a decisão de Papandreou de submeter o governo ao voto de confiança do Parlamento, na próxima sexta-feira.
A anúncio inesperado do referendo foi recebido com espanto e indignação na Europa e no mundo, já que o "não" dos eleitores gregos pode ameaçar o futuro da zona do euro, com consequências imprevisíveis. O acordo europeu de 27 de outubro prevê uma redução de cerca de 50% da dívida grega com os bancos credores, além de manter o apoio financeiro dos Estados europeus à Grécia, sufocada pela dívida e por sucessivos planos de austeridade.
Mas o plano também prevê maior controle dos credores sobre a gestão do orçamento grego, uma aceleração do programa de privatizações e a manutenção das severas medidas de austeridade iniciadas em 2010.