Economia

Evento na Fiergs debate desafios da sucessão familiar nas indústrias gaúchas

Início dos trabalhos de jornada empresarial ocorreu nesta quarta-feira, na sede do sistema, em Porto Alegre

A Jornada de Sucessão Empresarial inicia suas atividades pela primeira vez no RS, na Fiergs
A Jornada de Sucessão Empresarial inicia suas atividades pela primeira vez no RS, na Fiergs Foto : Camila Cunha

Os desafios da sucessão familiar nas indústrias foram discutidos nesta quarta-feira, na Jornada de Sucessão Empresarial. A iniciativa é do núcleo nacional do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), em parceria com o Movimento Novos Líderes Industriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Cambridge Family Enterprise Group e Academia de Negócios da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), e organizada em Porto Alegre pelo Sistema Fiergs.

O evento, pela primeira vez no Rio Grande do Sul, e reunindo mais de 50 pessoas na sede do sistema, abordou, entre outros, oportunidades para fomentar a inovação e aumento da produtividade nos diferentes segmentos. “É visível que várias empresas com este processo de governança e de sucessão profissionalizados têm chance muito mais chances de permanecer no mercado do que empresas que são desestruturadas”, disse o vice-presidente da Fiergs e coordenador do Conselho de Desenvolvimento de Lideranças da entidade (Conlider), Ubiratã Rezler.

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“As indústrias majoritariamente familiares não têm um processo de passar o bastão, mas precisam ter ferramentas que possam trazê-las uma governança adequada, olhando para o negócio, a família e o patrimônio, a fim de poder tornar estas empresas mais perenes”. A diretora-geral do Senai-RS, Sesi-RS e IEL-RS, Susana Kakuta, reforçou que a sucessão familiar deve ser vista como uma oportunidade de repassar conhecimentos e inserir temas recentes na indústria, principalmente depois dos grandes desafios postos pela tecnologia e pelos novos tempos em geral.

“A sucessão precisa estar ligada à inovação, o que precisamos muito aqui no Estado. Por exemplo, nossa produtividade é um quinto da norte-americana. Então, para que possamos ter esta resiliência necessária, cada vez mais precisamos ter uma indústria que passa pelas famílias que planejam sua sucessão, e, a partir dela, ter produtos mais globais e mais inovadores, para bancar o desafio da criação de PIB”, disse ela. Na sequência da Jornada, deverá haver um encontro futuro com Cambridge, assim como dinâmicas com as empresas interessadas neste prosseguimento, previamente ou inscritas após este início, e com previsão de implementação total em 2026.

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