Economia

Evento Novas Energias debate potencial estratégico do RS na agenda de transição energética

Atividade promovida pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura debateu oportunidades nas cadeias de etanol, biometano e hidrogênio verde

Evento reuniu lideranças empresariais, autoridades, especialistas, investidores e representantes da academia no Instituto Ling
Evento reuniu lideranças empresariais, autoridades, especialistas, investidores e representantes da academia no Instituto Ling Foto : Camila Cunha

O potencial estratégico do Rio Grande do Sul para receber investimentos e impulsionar negócios voltados à agenda de transição energética foi o principal tema discutido no evento Novas Energias, promovido pelo Governo do Estado por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e em parceria com a Invest RS. A atividade, que reuniu nesta terça-feira, no Instituto Ling, lideranças empresariais, especialistas, investidores e representantes da academia, buscou debater as oportunidades de transição energética e os avanços da economia de baixo carbono no Rio Grande do Sul, principalmente voltado às cadeias de etanol, biometano e hidrogênio verde.

Presente na abertura do evento, o governador Eduardo Leite destacou que o caminho de transição energética contribui para a agenda de resiliência climática e traz oportunidades econômicas. "O Rio Grande Sul passou por um dos maiores desastres climáticos já vistos no Brasil e no mundo, e isso traz uma consciência sobre a adaptação em relação ao clima, e também sobre as ações que a gente deve empreender para dar uma contribuição ao planeta, no sentido de redução dessa velocidade de aquecimento global e desequilíbrio climático. De outro lado, essa consciência que não é apenas nossa, mas é do mundo inteiro, gera uma oportunidade econômica".

Leite também lembrou que o RS é um dos líderes nacionais em produção de energia eólica, além de ter potencial de desenvolver bilhões de reais em investimentos de hidrogênio verde. Dentro da carteira de projetos de transição energética em parceria com a Invest RS, já são R$ 60 bilhões de investimentos em diferentes estágios de licenciamento encaminhado ou estudos de impacto ambiental. "A gente dialoga com o setor para entender onde, eventualmente, tem algum gargalo para que um desses potenciais ainda não tenha se desenvolvido, o que precisa ser ajustado, o que precisa ser acoplado de incentivos da parte do Governo do Estado. A gente tem mapeado essas oportunidades".

Amadurecimento do setor energético

A secretária de Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann, destacou que este é um momento de amadurecimento do setor energético no Estado. "Temos novas e tão qualificadas e tão competitivas energias aqui no estado, e que por muito tempo ficaram adormecidas". A titular da pasta também destacou a importância do evento para discutir direcionamentos para a continuidade dos investimentos na cadeia das energias renováveis.

"Não é a história deste governo, mas a história do Estado de energia, e que possa ser continuada daqui para frente com esses players atuando. Sem a presença deles, não estaríamos onde estamos, com tantos empreendimentos de etanol, biodiesel, hidrogênio verde, biometano, plantas diversificadas, de empreendedores corajosos e que acreditam em um governo inovador como esse".

O presidente da Invest RS, Rafael Prikladnicki, também ressaltou o papel estratégico da articulação entre setor público e iniciativa privada para viabilizar investimentos no Estado. “O Rio Grande do Sul reúne os elementos que os investidores buscam para desenvolver projetos de transição energética: disponibilidade de recursos, uma base industrial diversificada, capital humano qualificado, ambiente de inovação e compromisso do poder público com uma agenda de longo prazo. Nosso papel é transformar esse potencial em investimentos, conectando empresas às oportunidades e oferecendo um ambiente favorável para que novos empreendimentos se estabeleçam e cresçam no Estado”.

No evento, os convidados também participaram dos chamados Espaços de Conexão, com troca de informações sobre as cadeias produtivas do hidrogênio verde, do etanol e do biometano, principais atores das cadeias produtivas. As contribuições levantadas serão consideradas para o diagnóstico estadual e para a formulação da Política de Transição Energética do Rio Grande do Sul.

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