Economia

Ex-BCE é cotado para governo da Grécia, se Papandreou sair

Premiê disse que estava disposto a renunciar ao cargo em favor de um governo de união

O ex-vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) Lucas Papademos emergiu como um favorito inicial para liderar o que poderá se tornar um novo governo de coalizão, se o primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, renunciar, o que é amplamente esperado. Ontem, Papandreou disse que abandonaria os planos de realizar um referendo e que estava disposto a renunciar ao cargo em favor de um governo de união, se as negociações com o principal partido de oposição assegurassem um novo pacote de empréstimo e medidas de austeridade fiscal para o país.

Membros dos dois principais partidos políticos grego afirmaram que o nome de Papademos continua a emergir, enquanto pessoas de dentro do meio político consideram os candidatos para o cargo de primeiro-ministro interino de um governo de unidade nacional, se Papandreou se demitir.

Essas pessoas não descartam outros candidatos. Mas o partido de centro-direita Nova Oposição receberia bem um economista respeitado internacionalmente para concorrer ao cargo. O Nova Democracia afirmou que seu líder, Antonis Samaras, não se oporia a Papademos para liderar um gabinete de tecnocratas até a realização de novas eleições.

Samaras afirmou que nem ele, nem Papandreou, deverão participar do novo governo interino. Ele apoiou um novo pacote de socorro da zona do euro para a Grécia, que, segundo Samaras, precisa ser salvaguardado e ratificado pelo atual Parlamento, mesmo que sejam convocadas novas eleições. Samaras pediu a criação de um governo de transição que será constituído por membros não partidários e liderará o país para novas eleições.

Mesmo os membros do próprio partido socialista de Papandreou, o Pasok, são favoráveis a um governo de união nacional, representando uma grande ameaça à luta do primeiro-ministro para sobreviver a um voto de confiança no Parlamento nesta sexta-feira.

O voto poderá encerrar uma semana de caos político em Atenas, após uma revolta interna no Pasok, liderada pelo ministro das Finanças, Evangelos Venizelos, forçar Papandreou voltar atrás em seu plano de realizar um referendo que pegou seu partido e o resto da Europa de surpresa, agitando os mercados financeiros.

No último verão, Papandreou pediu a Papademos para substituir o então ministro das Finanças George Papaconstantinou em uma reestruturação do Gabinete. No entanto, Papademos recusou a oferta, afirmando que não queria fazer parte de um governo de único partido, afirmaram membros do Pasok. As informações são da Dow Jones.

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