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Expectativa de crescimento do PIB recua pela 19ª vez

Analistas de mercado apontam alta de 0,82%, conforme boletim do Banco Central

Por
Correio do Povo

Valor do real frente ao dólar segue projetado ao redor de R$ 3,80

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 A expectativa para a economia brasileira em 2019 continua em trajetória de queda, segundo dados do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central. Os analistas do mercado financeiro consultados reduziram mais uma vez a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todas as riquezas produzidas pelo país), que desacelerou de 0,85%, estimado anteriormente, para 0,82% para o ano de 2019. Esta é a 19ª contração seguida da projeção do PIB. O BC havia reduzido a previsão de crescimento da economia de 2% para 0,8%. Para 2020, permanece a expectativa de expansão de 2,20%. Quatro semanas atrás, era de 2,23%.

O levantamento semanal apontou ainda que a expectativa para a alta do IPCA continua em 3,80% neste ano e em 3,91% para 2020. O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25% e, de 2020, de 4%, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Os economistas mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica de juros) no fim de 2019 e de 2020. O relatório Focus mostrou que a mediana das previsões em 2019 seguiu em 5,50% ao ano. Há um mês, estava em 6,5%. Já a projeção para o fim de 2020 ficou em 6% ao ano, ante 7% de quatro semanas atrás. Para 2021, a projeção seguiu em 7,5%, igual ao observado um mês antes. A projeção para a Selic no fim de 2022 continuou em 7,5%, também igual ao apurado quatro semanas antes.

O relatório de mercado Focus mostra manutenção no cenário para o dólar em 2019. A mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano seguiu em R$ 3,80, igual ao visto um mês atrás. Já para 2020, a projeção para o câmbio continuou em R$ 3,80, número também igual ao apurado quatro pesquisas atrás. No grupo de analistas que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a mediana da taxa básica em 2019 seguiu em 5,50% ao ano, ante 6,50% de um mês antes. Para 2020, seguiu em 6%, ante 6,50% de quatro semanas atrás.