Nos primeiros seis meses, os produtos vendidos para o exterior somaram 8,5 bilhões de dólares. Na comparação com o resultado no mesmo período do ano passado, o resultado é 746,2 milhões de dólares a menos. No desempenho mensal, as exportações apresentaram redução também, neste caso de 241,4 milhões na comparação com junho de 2011.
Segundo o economista da FEE, Bruno Breyer Caldas, no acumulado do semestre três fatores pesaram para o resultado: a estiagem, as restrições com a Argentina e o embargo da Rússia em relação à carne.
Uma da quedas mais significativas foi em relação à indústria de transformação, que registrou queda de 420,8 milhões de dólares, no acumulado.
Entre as quedas mais acentuadas estão a do setor de alimentos e bebidas (202,3 milhões de dólares) - que está inserida a carne suína - e de couro e calçados (150 milhões de dólares). Já os setores de fumo (com 112,7 milhões de dólares) e máquinas e equipamentos (84,3 milhões de dólares) se ressaltaram pelo desempenho positivo. Já no mesmo período, a agropecuário, com a estiagem, teve queda de 363,9 milhões de dólares. Como já era esperado em função da quebra da safra, a soja, que representa 91% das exportações da agropecuária gaúcha, caiu 276,8 milhões de dólares.
A China segue liderando como principal destino das exportações. Mas pelo processo de recessão internacional, houve uma redução de 6,3% no semestre. Já na Argentina, em função das restrições, a queda já soma no acumulado 16,7% de redução.