O excedente comercial aumentou em um bilhão de dólares na comparação com agosto, a 27,7 bilhões de dólares, enquanto as importações da segunda principal economia mundial aumentaram 2,4% no mês passado, a 158,7 bilhões. Os analistas esperavam um aumento das exportações de 5% e de 2% para as importações.
O bom resultado do comércio exterior do país no mês passado pode ser apenas temporário, segundo os analistas.
"Acreditamos que a situação vai piorar nos próximos meses, levando em consideração que os números do comércio refletem a situação na China e na economia mundial", disse à AFP Alistair Thornton, economista da IHS Global Insight, que tem sede em Pequim.
"Estes números do comércio são um sinal positivo para a economia chinesa, mas não é seguro que o crescimento das importações e exportações possa permanecer nestes níveis", afirmou Ding Shuang, economista do Citigroup.
A IHS Global Insight prevê um crescimento nulo das importações e de 5% das exportações nos próximos meses, disse Thornton.
Além disso, é pouco provável que o objetivo de crescimento de 10% do comércio exterior da China para 2012, previsto no início do ano pelo governo, seja alcançado, completou Ding. Nos primeiros nove meses do ano, o volume do comércio exterior chinês cresceu apenas 6,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. O superávit comercial acumulado da China entre janeiro e setembro alcança 148,3 bilhões de dólares, sobre um volume total de comércio exterior de 2,84 trilhões de dólares.
Este ano, a desaceleração do comércio exterior afetou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país, que registrou alta de 7,6% no segundo trimestre, contra 9,3% no período abril-junho de 2011. O governo chinês adotou uma série de medidas para respaldar a atividade, a nível monetário e injetando recursos em certos programas de infraestrutura.