“Com a falta de competitividade das nossas mercadorias, dependemos de uma maior demanda externa, que se mantém arrefecida”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Heitor José Müller, ao avaliar a balança comercial do Estado.
De um total de 25 categorias industriais, somente cinco apresentaram alta em maio, enquanto 11 diminuíram e nove se mantiveram estáveis. Os principais desempenhos negativos vieram da Metalurgia (-85,9%), Tabaco (-40,9%), Produtos Químicos (-36,0%), Máquinas e Equipamentos (-19,6%) e Veículos Automotores, Reboques e Carrocerias (-15,3%).
O avanço em Coque e Derivados de Petróleo (405,6%) e Couro e Calçados (9,4%) impediu um resultado ainda pior do segmento industrial.
Em relação aos destinos das exportações gaúchas, a liderança ficou com a China (US$ 791,4 milhões), apesar de ter reduzido os pedidos em -12,1%, afetando principalmente a soja. A segunda posição foi ocupada pelo Paraguai (US$ 129,6 milhões) ao elevar as compras em 153,7%, basicamente óleo diesel. Na sequência veio a Argentina (US$ 114,8 milhões), mesmo tendo deixado de importar -36,3% ante o mesmo mês de 2013. O país vizinho adquiriu veículos automotores.
Ainda em maio, as importações totais tiveram redução de -13,2%, somando US$ 1,38 bilhão. Houve diminuição das compras em todas as categorias de uso, com especial destaque para aquelas ligadas à indústria: Bens de Capital (-24,6%) e Bens Intermediários (-8,0%).
Acumulado
No acumulado entre janeiro e maio de 2014, na comparação com o mesmo período do ano passado, o resultado também revela apreensão. As vendas externas da indústria do Rio Grande do Sul reduziram 8,3%, somando US$ 4,95 bilhões. As maiores perdas ficaram concentradas nos setores de Metalurgia (-58,1%), Tabaco (-33,5%), Veículos Automotores (-21,6%), Produtos de Metal (-17,5%) e Químicos (-16,8%).