As exportações do Rio Grande do Sul cresceram 12,2%, em comparação a maio de 2015, somando US$ 1,78 bilhão. As commodities exerceram a maior influência para o número positivo com um crescimento de 31,9%. China e Paquistão voltaram a apresentar elevada demanda e o produto, sozinho, totalizou US$ 695 milhões, ou 39,1% do total das vendas externas gaúchas.
“Essa participação elevada se deve à sazonalidade típica da safra. Produtos básicos ajudam a tornar a balança comercial do nosso Estado positiva, mas é fundamental que os manufaturados tenham maior destaque na pauta. A desvalorização cambial, ainda que benéfica, está ajudando apenas a evitar perdas ainda maiores para o setor industrial”, destaca o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Heitor José Müller, ao analisar os resultados da Balança Comercial.
A indústria de transformação vendeu US$ 1,04 bilhão e teve um aumento das vendas externas de 2,5%.“Em maio de 2015, os embarques haviam sido os mais baixos para o mês desde 2009”, lembra. O resultado do setor no âmbito estadual foi pior em relação ao nacional, onde houve elevação de 11,5%.
Onze das 23 categorias que registraram alguma operação de exportações apresentaram queda na exportação, sete cresceram e cinco ficar estáveis. Tabaco exerceu a principal influência negativa (-30,2%), seguido por Produtos Químicos (-11,5%). Por sua vez, as principais contribuições positivas vieram de Celulose e Papel (450%), Máquinas e Equipamentos (29,3%) e Veículos Automotores, Reboques e Carrocerias (26,5%).
Já as importações sofreram queda. As perdas chegaram a 21,7%, com valor de US$ 625 milhões, o mais baixo desde 2004 para o mês, alcançando todas as categorias de uso, à exceção de bens de consumo (18,8%). Os segmentos mais ligados à indústria – Bens de Capital e Intermediários – tiveram quedas acentuadas: 40,8% e 23%, respectivamente.
No acumulado do ano, as exportações totais caíram 6,8%, com um total de US$ 5,9 bilhões, enquanto a indústria retraiu 3,9%, com US$ 4,4 bilhões. Os principais destaques negativos do setor secundário ficaram por conta de Produtos Alimentícios e Máquinas e Equipamentos, (ambos com -14,7%), e Tabaco (-9,3%). O fator positivo segue em Celulose e Papel (435,8%).
Exportações do RS crescem 12% em maio na comparação com 2015
Puxadas pelas commodities, vendas somaram US$ 1,78 bilhão