O resultado somente não foi pior para os gaúchos porque a indústria de transformação teve aumento na sua participação. Somente este segmento exportou 1,9 bilhão de dólares, o que na comparação com os dois primeiros meses de 2013, representa aumento de 9,5%. O destaque ficou com os derivados de petróleo, que cresceram 16,5%, os produtos alimentícios, com 9,9%, e os produtos químicos, com 14,4% a mais do que no mesmo período do ano passado.
Segundo o economista da FEE, Guilherme Risco, a queda do trigo já era esperada, uma vez que o desempenho no ano passado foi fora do padrão. “O trigo não é um produto de destaque nas exportações. Em 2013, apoiado pela quebra de safra de alguns países, o produto teve grande procura, o que não se repetiu neste ano”, explicou.
Entre os países exportadores, a Argentina é o principal destino, levando em consideração os dois primeiros meses do ano. O país vizinho absorve a produção de veículos e maquinário agrícola. Porém, no decorrer do ano a tendência é que a Argentina perca espaço para a China, quando tiver início a exportação da soja. Em segundo lugar, aparecem os Estados Unidos, sendo seguido pelo Paraguai. Este último com um diferencial. O Paraguai aumentou em 100% a participação nas exportações gaúchas. O destaque é para os derivados de petróleo.