A variação do volume das exportações do Estado foi positiva (26,8%) e ainda bem acima da observada em nível nacional (5,1%). Os preços no Estado também apresentaram uma evolução superior (-1,7%) à nacional (-5,1%). Esse desempenho colocou o Estado em terceiro lugar entre os maiores estados exportadores — abaixo de São Paulo (24,02%) e Minas Gerais (13,53%) —, com 10,05% das exportações nacionais.
As exportações da indústria de transformação registraram crescimento de 304,4 milhões de dólares no período (acréscimos de 7,5% em valor, 5,8% em volume e 1,6% nos preços), enquanto as exportações agropecuárias aumentaram 976,3 milhões de dólares (102,0% em valor, 127,0% em volume e redução de 11,0% em preços). Dentre os principais produtos exportados pela agropecuária, destaca-se o aumento de 1 bilhão de dólares nas vendas de grãos de soja (124,3% em valor, 143,6% em volume e redução de 7,9% em preços).
Salientam-se, na indústria, os crescimentos de 83,2 milhões de dólares nas exportações de máquinas e equipamentos (27,5% em valor, 15,2% em volume e 10,7% em preços), de 75,8 milhões de dólares nas de veículos automotores (23,5% em valor, 18,3% em volume e 4,4% em preços), de 44,5 milhões de dólares nas de fumo (5,2% em valor, -1,1% em volume e 6,4% em preços) e de 6,7 milhões de dólares nas de produtos alimentícios (2,9% em valor, 5,3% em volume e -2,3% em preços). O destaque negativo encontra-se no setor de metal, com uma redução de 27,0 milhões de dólares.
Considerando-se os principais países de destino, a ênfase recai nas exportações para a China, que totalizaram R$ 1,9 bilhão, representando 29,87% do total exportado pelo Estado no período. Comparando-se com o mesmo período de 2012, constata-se que houve crescimento de 785,3 milhões de dólares (70,5%) para a China, de 193,6 milhões de dólares (52,3%) para a Argentina, de 63,60 milhões de dólares (47,1%) para a Bélgica, de 63.57 milhões de dólares (121,7%) para os Emirados Árabes Unidos e de 59,7 milhões de dólares (107,9%) para a Tailândia.
Nos primeiros nove meses do ano, as exportações do Rio Grande do Sul acumularam 17,5 bilhões de dólares, o que significou um aumento de 3,9 bilhões de dólares em relação ao mesmo período do ano anterior. Em decorrência desse resultado, o valor exportado pelo Estado registrou uma evolução (28,6%) bem superior à observada no País (-1,6%), sendo a maior dentre os 10 maiores estados exportadores. A variação do volume das exportações do Estado foi positiva (16,4%) e ainda bem acima da ocorrida em nível nacional (4,1%). Esse crescimento em volume foi o segundo maior dentre o dos 10 maiores estados exportadores, sendo superado apenas pelo do Mato Grosso (20,3%). No ano, o Estado atingiu a terceira posição entre os maiores estados exportadores — abaixo de São Paulo (23,56%) e Minas Gerais (13,91%) e acima do Rio de Janeiro (8,21%) —, com 9,85% das exportações nacionais.
As exportações da indústria de transformação registraram crescimento de 1,8 bilhão de dólares no acumulado do ano (16,6% em valor, 0,4% em volume e 16,1% nos preços), enquanto as exportações agropecuárias aumentaram 2,1 bilhões de dólares (82,3% em valor, 84,2% em volume e redução de 1,0% nos preços). Dentre os principais produtos exportados pela agropecuária, destacam-se as exportações de grãos de soja, que atingiram o valor de 3,9 bilhões de dólares, ou seja, 22,5% do total das exportações estaduais. Salientam-se os acréscimos de 1,96 bilhão de dólares nas vendas de grãos de soja (99,3% em valor, 105,1% em volume e -2,8% em preços) e de 217,1 milhões de dólares nas exportações de milho (771,1% em valor, 919,8% em volume e -14,6% em preços) — Tabela 8. Do total das exportações de soja no ano, 3,4 bilhões de dólares (86,61%) foram exportados para a China.
Na indústria de transformação (Tabela 9), salienta-se o crescimento de 1,6 bilhão de dólares no setor outros equipamentos de transporte devido à exportação de uma plataforma de perfuração/exploração de petróleo. Com menor intensidade, aparece o crescimento de 172,1 milhões de dólares nas exportações de derivados de petróleo (185,0% em valor, 190,9% em volume e -2,0% em preços), de 132,3 milhões de dólares nas de veículos automotores (15,9% em valor, 12,8% em volume e 2,7% em preços), de 86 milhões de dólares nas de produtos químicos (5,5% em valor, 10,4% em volume e -4,4% em preços), de 74,8 milhões de dólares nas de fumo (4,6% em valor, -0,9% em volume e 5,5% em preços), de 69,0 milhões nas de metalurgia básica (96,2% em valor, 28,3% em volume e 53,0% em preços) e de 65,1 milhões de dólares nas de couros e calçados (9,6% em valor, 10,8% em volume e -1,1% em preços. Destaca-se negativamente o decréscimo de 321,6 milhões de dólares nas exportações de produtos alimentícios (-9,4% em valor, -13,4% em volume e 4,6% em preços), de 79,8 milhões de dólares nas de máquinas e equipamentos (-7,3% em valor, -5,3% em volume e -2,1% em preços) e de 41milhões de dólares no setor de produtos de metal (-14,8% em valor, -8,0% em volume e -7,3% em preços). No setor produtos alimentícios, são significativas as reduções de 206,4 milhões de dólares nas exportações de óleo de soja e de 188,4 milhões de dólares nas de arroz.
No que diz respeito aos principais destinos das exportações do Estado, têm ênfase, no acumulado do ano, as exportações de 3,95 bilhões de dólares para China, representando 22,59% do total exportado pelo Estado no ano. Salienta-se o crescimento de 1,65 bilhão de dólares para o Panamá (plataforma de petróleo), de 1,5 bilhão de dólares (61,1%) para a China, de 282,6 milhões de dólares (25,1%) para a Argentina, de 169,2 milhões de dólares (15,7%) para os Estados Unidos, de 162,1 milhões de dólares (67,4%) para a Coreia do Sul, de 152,5 milhões de dólares (91,4%) para Taiwan e de 128,2 milhões de dólares (31,4%) para o Paraguai. Como destaque negativo, registra-se a redução de 83 milhões de dólares (-30,8%) para a França, de 54,4 milhões de dólares (-11,1%) para a Holanda e de 45,8 milhões de dólares (-17,0%) para a Venezuela.