Nessa base de comparação, as exportações da indústria gaúcha tiveram um avanço de 6,6%, atingindo US$ 1,39 bilhão, resultado bem superior ao do Brasil, que sofreu queda de 3,9%. Do total de 25 segmentos industriais, 18 apresentaram elevação no valor exportado.
As maiores altas vieram de Máquinas e Equipamentos (37,2%), Produtos Químicos (13,3%) e Alimentos (11,7%). Já as commodities cresceram 3,2% (US$ 457 milhões) nesse período. “A expectativa é de expansão moderada para os próximos meses, reflexo da desvalorização mais acentuada da taxa de câmbio e de uma demanda externa mais forte da Argentina e dos Estados Unidos”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Heitor José Müller.
A China adquiriu basicamente soja e conquistou a primeira colocação entre os destinos dos produtos gaúchos, apesar de ter diminuído as compras em 8,2%. A Argentina garantiu a segunda posição ao elevar em 62% os pedidos, com destaque para a aquisição de máquinas agrícolas. Essa flexibilização da importação argentina ocorreu devido ao compromisso assumido pelas empresas já instaladas no país vizinho de aumentar a produção e exportação, com vistas a diminuir a escassez de dólares no mercado. A política informalmente adotada pela Argentina é que para cada dólar importado haja uma contrapartida em exportação.
As importações totais do Rio Grande do Sul também apresentaram avançom que chegou a 41,5%, totalizando US$ 1,64 bilhão. Os segmentos de Combustíveis e Lubrificantes e Bens Intermediários registraram aumentos de 186,4% e 33,8%, respectivamente.