De acordo com o autor da avaliação, o economista Guilherme Risco, os principais destinos dos produtos foram Holanda, Alemanha, Bélgica, França, Espanha e Reino Unido. “O produto que mais foi enviado para a União Europeia foi o farelo de soja, seguido de tabaco, polímeros de etileno, carne e calçados de couro natural”, ressaltou. Outro ponto abordado na Carta de Conjuntura foram os desafios e oportunidades ao biodiesel gaúcho.
De acordo com dados do economista Rodrigo Feix, o Rio Grande do Sul é responsável por 25% da produção nacional de biodiesel, mas para que a indústria gaúcha tenha condições de aproveitar a ascensão do biocombustível seria necessário atingir um processamento interno de soja superior à última safra. No entanto, isso não deve ocorrer em razão da estiagem. “Uma parcela crescente da safra gaúcha é exportada sob a forma do grão, sobretudo para a China, limitando a oferta de óleo de soja disponível para a produção de biodiesel”, ressaltou Feix.
Como auxílio ao biodiesel, o economista sugere a canola como suporte à soja, a exemplo do que já ocorre na União Europeia. Mas, para isso, é fundamental investir em pesquisa e extensão agrícola, visando elevar a produtividade, que, atualmente é menos da metade da observada em outros países. “Para mudarmos essa realidade do biodisel seria necessário aumentar o processamento interno da soja, diversificar as fontes das matérias-primas, como a canola, e solucionar problemas de qualidade do combustível”, resumiu.