As exportações gaúchas em janeiro de 2016 tiveram o menor valor para o mês desde 2009. A redução, segundo dados apresentados nesta segunda-feira pela Fundação de Economia e Estatística (FEE), foi de 16,1%, na comparação com dezembro. A diminuição em valores foi de 156 milhões de dólares.
A venda de produtos básicos foi o que teve maior impacto neste resultado, especialmente de farelo de soja, trigo em grão e fumo em folhas. Ao mesmo tempo, houve crescimento nas exportações de itens semimanufaturados, como madeira em estilhas e de celulose. “As exportações de celulose cresceram quase U$ 67 milhões, especialmente para a China”, destaca o economista da FEE Tomás Torezani, lembrando a importância do aumento da produção da Celulose Riograndense, em Guaíba.
Na categoria de produtos manufaturados, os maiores recuos foram registrados na venda de máquinas e aparelhos agrícolas, hidrocarbonetos e ônibus. Houve um aumento nas vendas de polímeros plásticos e refrigeradores/congeladores.
Com a queda, o Rio Grande do Sul é o quinto Estado no ranking nacional, com representação de 7,2% do total das exportações. Estão à frente, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná. A China é o principal destino das exportações gaúchas, totalizando 10,3%. O mercado chinês é seguido pela Argentina (9,7%), Estados Unidos (8,9%), Alemanha (4%) e a Coreia do Sul (3,9%).
Segundo o economista, apesar do resultado negativo, ainda é cedo para projetar o ano. “Se o câmbio se mantiver no atual patamar, pode ser, por exemplo, que as exportações de industrializados, tanto de semi quanto de manufaturados, melhorem ainda mais”, projeta.
Exportações gaúchas têm menor valor em janeiro desde 2009
Queda foi de 16,1%, na comparação com dezembro, indica FEE