Fórum de Energias Renováveis

Fórum de Energias Renováveis encerra edição com painel sobre visão pública para investimentos

Debate contou com participação de agentes públicos e fechou um ciclo de palestras e conversas sobre a importância da transição energética no RS

Debate contou com participação de agentes públicos e fechou um ciclo de palestras e conversas sobre a importância da transição energética no RS
Debate contou com participação de agentes públicos e fechou um ciclo de palestras e conversas sobre a importância da transição energética no RS Foto : Mauro Schaefer / CP Memória

O 5º Fórum de Energias Renováveis, promovido pelo Sindicato das Indústrias de Energias Renováveis (Sindienergia-RS) em parceria com o Correio do Povo, encerrou com um painel sobre os reflexos do tema para agentes públicos. O encontro encerrou o ciclo de palestras e rodas de conversa sobre a necessidade da transição energética no RS e os potenciais do Estado na área.

O último painel foi moderado pelo diretor de Planejamento da Portos RS, Fernando Estima. O objetivo da conversa foi apresentar a visão e o panorama atual do RS para receber investimentos no setor. "Não se discute o desenvolvimento econômico de um Estado sem tratar a questão da transição energética. Tão importante quanto trazer novos empreendimentos e fomentar as nossas empresas é captar recursos de investidores para financiar projetos", afirmou.

No encontro, o diretor-presidente da Fepam, Renato Chagas, apresentou as diretrizes e critérios de licenciamento de empreendimentos em energias renováveis no RS. Para ele, a dificuldade já não está mais nos trâmites burocráticos de licenciamento ambiental, mas na obtenção de recursos para tirar o projeto do papel. "Temos uma produção anima muito forte, com muito resíduo orgânico. Mas porque não viram usinas de bioenergia? Não é por falta de licenciamento. Além disso, precisamos de uma transição energética com energia firme", ressaltou.

Já o diretor de Energia da Secretaria Estadua de Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), Rodrigo Huguenin, o mundo está entrando na era dos gases, que será puxada pelo biometano e pelo hidrogênio verde. Ele informou ainda que o governo realizará, ainda em 2025, mais um leilão na área de transmissão. "O hidrogênio verde é uma aposta do governo. Ele vem se mostrando um vetor energético, com toda uma gama de produtos, com uma grande aposta para o consumo no mercado doméstico", afirmou.

O secretário-executivo da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Diogo Leuck, apresentou detalhes do Plano de Desenvolvimento Econômico, Inclusivo e Sustentável. Segundo o gestor, mais da metade das iniciativas já estão sendo desenvolvidas pelo governo para angariar investimentos no RS. "Já temos vários investimentos anunciados e todos vão demandar um consumo enorme de energia. O Estado vai precisar desta geração por fontes renováveis e investimento em transmissão", apontou.

O diretor de Atração de Investimentos e Promoção Comercial da Invest RS, Fabrício Forest, também apresentou o que vem sendo feito para promover as potencialidades do Estado e angariar investimentos, principalmente as ações voltadas para a transição energética.

"O RS tem capacidade instalada para que os empreendimentos venham se instalar aqui. Isso é essencial para que possamos angariar investimentos. Temos um futuro bem promissor no que diz respeito à captação de investimento e fornecimento de energia. Além de produzir o hidrogênio verde, temos muito do mercado consumidor dos produtos derivados dele aqui, como amonia verde e metanol verde", reforçou.

Já o diretor-presidente do Badesul, Claudio Gastal, salientou que há poucos instrumentos de fomento de crédito para transformação energética se comparado com a demanda. "Ainda hoje é um elo fraco quando falamos de financiamentos de projetos. Por isso, tão importante quanto ter o recurso é ter o case de sucesso que possa ajudar a máquina a rodar. E quando falamos em crédito, precisamos também colocar na mesa o governo federal", falou.

O superintendente da Agência RS do BRDE, Paulo Raffin, apresentou as políticas criadas no banco para financiar projetos de resiliência e transformação energética, chamada Banco Verde. "Também acabamos de assinar um acordo com agência de investimento internacional para este tema. O grande gargalo é angariar esses recursos", finalizou.