Muito se fala sobre sustentabilidade, mas como a transição energética no agronegócio funciona na prática? A resposta vem do norte do Rio Grande do Sul, onde o cooperativismo uniu forças para quebrar paradigmas e colocar o Estado na vanguarda dos biocombustíveis verdes.
Em entrevista exclusiva ao podcast do Correio do Povo durante o 6º Fórum de Energias Renováveis, com patrocínio de Biometano Sul e Biotérmica Energia, Nei Manica, presidente da Cotrijal, detalhou o ousado projeto industrial que promete transformar a soja gaúcha em energia limpa e competitiva.
O projeto que uniu gigantes do campo
Para competir com Estados vizinhos, as cooperativas Cotrijal, Cotripal e Cotrissal uniram mais de 30 mil produtores em um projeto robusto. Nos próximos dias, terá início a construção de uma moderna indústria de biodiesel voltada à industrialização da soja. O complexo vai gerar óleo degomado e farelo para os mercados interno e externo, reduzindo drasticamente os custos de logística e armazenagem.
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"O nosso desafio foi ser competitivo, agregar valor aos grãos e buscar, através das energias renováveis, a descarbonização da nossa produção", diz Nei Manica.
O presidente da Cotrijal reconhece que o RS demorou a destravar investimentos devido a entraves burocráticos no passado. Contudo, celebra o momento atual de união entre o poder público, órgãos ambientais (como Fepam e Sema) e a iniciativa privada.
Com ritos alinhados à legislação, o agro gaúcho retoma o pioneirismo para gerar emprego, renda e impulsionar a arrecadação que financia saúde e educação no Estado.