Os desafios das micro e pequenas empresas frente a um cenário de evolução constante nos processos foram abordados no 1º Fórum Indústria Competitiva, promovido nesta quarta-feira pelo Sebrae RS, em parceria com a Fundação Dom Cabral, no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre. Painelistas discutem como os empreendedores podem aumentar sua produtividade e competitividade em seus diversos ambientes de negócios.
O fórum contou com a palestra inicial de Heloisa Menezes, professora da Fundação Dom Cabral, que abordou o tema “O que Realmente Importa para Sermos Competitivos?”. De acordo com ela, o a valorização do capital humano é fundamental para haver uma competição saudável e um posicionamento firme frente ao mercado. “Há uma pesquisa do Banco Mundial com relação a pequenos negócios e informais, demonstrando que a maior produtividade da empresa depende do nível educacional de seu dono, e da qualificação da mão de obra”, afirmou ela.
Heloisa também exibiu pesquisas demonstrando que a experiência de vida e até a idade do gestor podem fazer a diferença, bem como se a empresa está localizada em capitais ou regiões metropolitanas, o que, neste caso, também a fará ser mais competitiva. O coordenador setorial do Sebrae RS, Andrei Carletto, afirmou que os temas abordados durante o fórum englobaram questões relacionadas com a tecnologia, que deixou de ser uma tendência e passou a ser um fator decisivo para a competitividade.
“Discutimos aqui quais são os fatores principais neste sentido, desde a mão de obra em si até o próprio cenário econômico, como isto impacta na atuação das pequenas empresas, e ainda como elas podem superar suas adversidades. No caso da tecnologia, temos no Estado desde indústrias muito tradicionais, que ainda precisam fazer um trabalho de base para sua tomada de decisão, e outras de ponta, além de startups, com tecnologias aplicáveis. E o desafio aqui é como fazer esta aproximação, preparando o capital humano”, comentou ele.
Ainda conforme ele, “este é um passo fundamental para iniciar esta reestruturação da indústria”. “A educação é outro fator preponderante, e esta parceria com a Fundação Dom Cabral, universidades e o Conselho da Pequena e Média Indústria do RS (Copemi-RS), é virtuosa”, resumiu Carletto. Profissionais do Copemi, Unisinos e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) estão também entre os painelistas do evento de hoje.