Um dos setores que mais percebem a falta de mão de obra qualificada é a construção civil, que segundo Müller pede a interferência do Senai para treinamento de trabalhadores. “Há uma demanda muito grande, só que temos problemas em encontrar pessoas que queiram ser treinadas para esta área”, observou.
O empresário de 71 anos, natural de Tupandi, permanece à frente da federação até 2014. Ele substitui a Paulo Tigre, presidente da Fiergs nos últimos seis anos. A posse ocorre à noite, com a presença da presidente Dilma Rousseff. Apesar da convidada ilustre, ele disse que não pretende cobrar ações para a presidente durante a solenidade. “Como hoje é uma festa, temos de cuidar para construir pontes e abrir caminhos, para daqui a alguns dias voltar e fazer as solicitações e os pedidos que nós temos.”
Müller ressaltou que a intenção do governo federal de promover uma política nacional de apoio à indústria deve levar em conta as especificidades regionais. “Para nós seria muito interessante uma política industrial beneficiando máquinas agrícolas. Agora, se beneficiarem, por exemplo, a construção de aviões, nós não vamos levar nada.”
O novo presidente da Fiergs também pretende buscar uma solução para o impasse envolvendo as relações comerciais com a Argentina. “Produzimos mais de 60% das máquinas agrícolas do país e a Argentina é um grande cliente nessa área. Então para nós o impacto é muito grande”, disse, referindo-se às barreiras comerciais adotadas pelo país vizinho. Um grupo de trabalho da Fiergs, segundo ele, trabalha junto ao governo federal para construir alternativas.