Economia

Falta de mão de obra preocupa novo presidente da Fiergs

Posse de Heitor Müller hoje contará com a presença da presidente Dilma

Para Müller, empreendimentos como o Polo Naval deverão exigir a contratação de pessoal treinado
Para Müller, empreendimentos como o Polo Naval deverão exigir a contratação de pessoal treinado Foto : Vinícius Roratto
A qualificação da mão de obra é uma das principais preocupações do novo presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Heitor Müller. Ele acredita que empreendimentos como o Polo Naval deverão exigir a contratação de pessoal treinado. “O grande desafio é ter gente especialziada. Há indústrias querendo contrarar 5 mil empregados e o Rio Grande do Sul é um grande exportador de pessoas treinadas”, afirmou Müller em coletiva à imprensa na tarde desta quinta-feira, na sede da federação, em Porto Alegre.

Um dos setores que mais percebem a falta de mão de obra qualificada é a construção civil, que segundo Müller pede a interferência do Senai para treinamento de trabalhadores. “Há uma demanda muito grande, só que temos problemas em encontrar pessoas que queiram ser treinadas para esta área”, observou.

O empresário de 71 anos, natural de Tupandi, permanece à frente da federação até 2014. Ele substitui a Paulo Tigre, presidente da Fiergs nos últimos seis anos. A posse ocorre à noite, com a presença da presidente Dilma Rousseff. Apesar da convidada ilustre, ele disse que não pretende cobrar ações para a presidente durante a solenidade. “Como hoje é uma festa, temos de cuidar para construir pontes e abrir caminhos, para daqui a alguns dias voltar e fazer as solicitações e os pedidos que nós temos.”

Müller ressaltou que a intenção do governo federal de promover uma política nacional de apoio à indústria deve levar em conta as especificidades regionais. “Para nós seria muito interessante uma política industrial beneficiando máquinas agrícolas. Agora, se beneficiarem, por exemplo, a construção de aviões, nós não vamos levar nada.”

O novo presidente da Fiergs também pretende buscar uma solução para o impasse envolvendo as relações comerciais com a Argentina. “Produzimos mais de 60% das máquinas agrícolas do país e a Argentina é um grande cliente nessa área. Então para nós o impacto é muito grande”, disse, referindo-se às barreiras comerciais adotadas pelo país vizinho. Um grupo de trabalho da Fiergs, segundo ele, trabalha junto ao governo federal para construir alternativas.

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