O Mapa do Trabalho Industrial foi apresentado dia 20, durante o lançamento da Olimpíada do Conhecimento, em São Paulo. Do total da demanda, 1,1 milhão será por trabalhadores para ingressarem em novas oportunidades no mercado. O restante já está trabalhando e precisa manter-se qualificado para acompanhar os avanços tecnológicos da indústria. Só 6,6% dos brasileiros de 15 a 19 anos estão em cursos de educação profissional. Na Alemanha, o índice é de 53%.
Entre as ocupações que precisam de cursos profissionalizantes com mais de 200 horas, a maior demanda está no setor de alimentos. Segundo a pesquisa, serão necessários no país 174,6 mil trabalhadores para a indústria alimentícia (cozinheiros industriais) entre 2012 e 2015. No mesmo período, o Brasil precisará de 88,6 mil operadores de máquinas para costurar peças do vestuário e 81,7 mil preparadores e operadores de máquinas pesadas para a construção civil. Já entre ocupações técnicas, o técnico de controle da produção lidera o ranking, com demanda de 88.766 profissionais. São necessários também técnicos em eletrônica (39.919) e técnicos de eletricidade e eletrotécnica (27.972).
A análise da demanda mostra ainda que profissionais das ocupações operacionais precisam ser polivalentes, com capacidade para desempenhar várias funções. Vem aumentando também a importância de características, como visão sistêmica do fluxo produtivo e capacidade de gerenciamento. Apesar de não figurarem no topo da lista da demanda, profissões como agentes de meio ambiente e trabalhadores do campo da logística (desde operadores até técnicos) têm ganhado espaço no mercado de trabalho industrial. A maior necessidade por profissionais capacitados nesses dois grupos se concentra nas regiões Sul e Sudeste.