A Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS) realizou nesta terça-feira, das 9h às 18h, na Casa do Comércio, um tradicional evento corporativo chamado “Pós-NRF Retail´s Big Show 2025 de Nova Iorque”. A programação é realizada pela entidade desde 2023, com foco em compartilhar as tendências do maior evento de varejo do mundo aos empresários e funcionários das entidades associadas.
Realizada anualmente em Nova Iorque, a NRF Retail’s Big Show é um ponto de referência mundial para entender as tendências que moldam o futuro do varejo. Neste ano, o evento ocorreu de 11 a 14 de janeiro, com 175 palestras; mais de mil expositores, apresentando as mais recentes soluções tecnológicas; 19 mil profissionais do varejo; 5 mil marcas representadas e cerca de 40 mil participantes.
A Fecomércio-RS esteve mais uma vez presente na feira e trouxe uma programação para o “Pós-NRF” com o tema “Game Changer”, abordando as ideias inovadoras e soluções disruptivas vivenciadas pela comitiva da entidade durante a feira.
“Todos os anos um grupo da Fecomércio-RS vai a este evento. Neste ano, foram quatro entidades do sistema representadas, 55 funcionários, que receberam isso como um prêmio por cumprirem metas. Fazemos esse evento para disseminar o conhecimento que se teve lá, debater as tendências, isso está sendo muito importante”, comentou o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.
Destaques da NRF segundo o presidente da Fecomércio-RS
Dentre as reflexões mais interessantes da NRF em Nova Iorque, Luiz Carlos Bohn destaca o “retorno da loja física” e o uso da Inteligência Artificial como principais tendências que devem se intensificar no Brasil. Segundo Bohn, em uma das palestras da feira, uma pesquisa feita nos EUA foi citada, indicando que 79% dos entrevistados responderam que gostariam de comprar “tudo online”, porém “na realidade estes dados são diferentes”, aponta o empresário brasileiro.
“No Brasil, a realidade é que apenas 15% dos consumidores conseguem comprar online, há uma grande oportunidade para as lojas físicas considerando os 85% restantes. Antes da pandemia esse número (de compras em lojas físicas) era menor, entre 7 a 8 %, mas agora aumentou”, destaca Bohn.
Outro ponto trazido pelo presidente da Fecomércio-RS é a qualificação dos funcionários, ponto sensível para muitos gestores. Segundo Bohn, não há como a qualificação básica no Brasil preparar o colaborador em 100% para cada negócio.
“Os empresários precisam investir em desenvolver uma formação específica para o seu negócio, que prepare os colaboradores de acordo com a realidade e as prioridades da sua empresa”, opinou o empresário.