De acordo com a estimativa, o impacto do bom desempenho verificado em 2010 ainda deve ser sentido no próximo ano, mas a continuidade dos resultados está diretamente ligada às decisões que devem ser tomadas no curto prazo. O presidente da Federasul, José Paulo Dornelles Cairoli, alertou que é preciso aproveitar as condições favoráveis para fazer investimentos em infraestrutura, principalmente em estradas, saneamento e em educação.
No Estado, Cairoli salientou que o equilíbrio fiscal alcançado gerou espaço maior para aumentar os investimentos em infraestrutura e também para redução de tributos. Além disso, a sintonia entre União e Estado, proporcionada pelo resultado das eleições, vai abrir oportunidade para parcerias em investimentos e permitir a finalização de projetos em andamento, além de novas iniciativas.
No contexto nacional, a acentuada expansão do crédito e o forte crescimento da classe C - na última década, 32 milhões de pessoas ascenderam de classe –, aliados à queda do desemprego e à ampliação da renda, com o rendimento médio das pessoas ocupadas chegando a R$ 1.515 (o maior da série histórica), trouxeram reflexos muito positivos, também no comportamento do varejo.
No acumulado do ano, a evolução do consumo no Rio Grande do Sul ficou em 10,57%, maior percentual da Região Sul. O desempenho superou, por exemplo, o do Rio de Janeiro, que registrou 10,11%, mas ficou um pouco abaixo do de São Paulo, com 11,39%. No acumulado de 12 meses até outubro, o consumo do varejo apresentou alta de 9,87% no Rio Grande do Sul, enquanto o Rio de Janeiro teve um índice de 9,54% e São Paulo marcou 10,83%.
Outra proposta é a de adoção de medidas pelo governo estadual que enfatizem a meritocracia dos funcionários públicos. Na esfera federal, a Federasul entende que é preciso manter a estabilidade econômica com adoção de políticas que gerem crescimento, reduzir a carga tributária, moralizar a política brasileira e frear os gastos públicos. A entidade rejeitou, ainda, a volta da CPMF, alertando que os recursos provenientes do imposto não foram investidos em saúde e que, atualmente, a arrecação supera os patamares da época em que havia a operação do tributo.