O programa de geração de empregos, idealizado pela Prefeitura de Bento Gonçalves e que ganhou parceria da Federasul, teve a expansão anunciada durante a primeira reunião de integração do ano em Osório, que atraiu mais de 150 líderes empreendedores. O modelo inicial de implantação das ações foi compartilhado no evento e também para as entidades filiadas, com a presença do prefeito Diogo Siqueira, que detalhou o programa. O presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa, esclareceu no início do encontro que o objetivo é a empregabilidade e deixou claro: “não somos contra o Bolsa Família”.
A iniciativa tem como foco o resgate da força de trabalho disponível entre os beneficiários do Bolsa Família, promovendo a reintegração desses cidadãos ao mercado de trabalho formal e estimulando o crescimento econômico local. A ideia, conforme salientado pelo vice-presidente de Integração da Federasul, Rafael Goelzer, é alinhar a assistência social com a geração de oportunidades de emprego, fazendo com que os beneficiários do programa possam, efetivamente, retornar ao mercado de trabalho, gerar riqueza e ampliar suas rendas.
“Nosso objetivo não é ser contrário ao Bolsa Família em si. O que queremos é resgatar as pessoas pelo trabalho, permitindo que aquelas aptas ao mercado formal possam se reintegrar à sociedade produtiva e desenvolver-se economicamente”, explicou Goelzer. Segundo ele, a iniciativa busca identificar e apoiar quem realmente necessita do benefício ao mesmo tempo em que cria uma ponte entre a mão de obra disponível e as vagas de emprego abertas nas empresas locais.
A expansão do programa inclui ações como o levantamento de vagas de emprego disponíveis nas empresas da cidade e a busca ativa de pessoas aptas ao trabalho nos programas assistenciais. O primeiro passo envolve a identificação do número de vagas de emprego abertas nas empresas locais, demonstrando com dados a escassez de mão de obra e o impacto dessa falta de recursos humanos no crescimento das empresas e no desenvolvimento econômico da cidade.
A partir do diagnóstico é feita uma reunião com a Associação Comercial local e a Prefeitura para discutir as oportunidades e a importância de um trabalho ativo de inclusão de pessoas. Após essa etapa, a prefeitura, com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social, faz um levantamento detalhado dos beneficiários do Bolsa Família, segmentando os perfis de quem pode estar apto para o mercado formal de trabalho. Com essas informações em mãos, são realizadas visitas às famílias para verificar a possibilidade de reintegração ao mercado de trabalho formal.
O modelo, afirma Goelzer, deve passar por melhorias e aperfeiçoamentos contínuos. A cada encontro quinzenal ou mensal entre ACIs e prefeituras, será feito o levantamento dos resultados e o planejamento de novas estratégias para que o programa continue a gerar resultados efetivos.