Proporcionar oportunidade de trabalho aos militares que receberam baixa do serviço militar é o objetivo da primeira edição da Estação Empregar Verde Oliva, ação realizada nesta quinta-feira no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre. Estão sendo oferecidas, até às 17h, 1,6 mil vagas por 43 empresas da Capital e Região Metropolitana. O projeto, aberto também para a sociedade civil, já havia sido executado nesta semana em outros nove municípios do interior gaúcho.
O Estação Empregar Verde Oliva é uma parceria do Comando Militar do Sul (CMS) com a Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS). Cedo pela manhã, houve filas em busca das oportunidades oferecidas. Segundo o diretor-presidente da FGTAS, José Scorsatto, já há um projeto do órgão para orientação dos jovens dentro dos quartéis, porém esta interligação com os recém-saídos da caserna é inédita.
“Começamos um diálogo com o CMS e conseguimos avançar positivamente. Hoje eles são nossos parceiros. A Fiergs nos auxiliou na questão de organização. As empresas também compraram a ideia. O jovem que está saindo do quartel este ano, obrigatoriamente, tem que voltar para o mercado de trabalho para ter sua rentabilidade”, comentou ele. Cada candidato pode realizar até três entrevistas, recebendo cartas de encaminhamento.
1ª edição do Estação Empregar Verde Oliva na FIERGS
A expectativa, de acordo com a organização, é de atender 900 militares, número similar ao que deixa o serviço militar anualmente na Capital e região metropolitana, conforme o CMS. O coronel Rafael Canes, porta-voz do CMS no evento, disse que a ação faz parte do Projeto Soldado Cidadão, desenvolvido há 20 anos e que proporciona qualificação dentro das unidades militares.
“Em parceria com o Sistema S, são desenvolvidos diversos cursos profissionalizantes, e quando esta pessoa termina seu tempo de serviço, está pronta para ser inserida ou reinserida no mercado de trabalho”, afirmou ele. “Além do serviço militar obrigatório, aprendendo a servir, também há qualificações que aquele jovem pode agregar ao longo do tempo, de maneira que quando encerra este período, ele aproveite o que aprendeu”, acrescentou.
O militar Renato Silva, que serviu sete anos, em Porto Alegre, atuando na Polícia do Exército (PE), disse que buscava vagas para motorista, tendo aprendido o ofício ao longo de sua jornada militar, além de cursos de mecânica e condução de veículos com produtos perigosos. “O Exército, para mim, é uma escola para a vida. Lá se aprendem valores que na rua não se aprendem. Hierarquia, disciplina respeito ao próximo, e ao subordinado. Lá se aprende até a dar valor a um copo d’água”, afirmou ele, que é morador do bairro Morro Santana, e cujo avô também foi da mesma função.