Economia

Fiergs lamenta confirmação do tarifaço dos EUA sobre importações brasileiras

Entidade afirma que “continuará focada e buscando todos os caminhos possíveis em defesa da indústria e do Rio Grande do Sul”

Fiergs se manifestou sobre tarifaço dos EUA por meio de nota
Fiergs se manifestou sobre tarifaço dos EUA por meio de nota Foto : Fiergs / Divulgação / CP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira, 30, o decreta que aplica a taxação de 50% dos produtos brasileiros importados ao país norte-americano. Diante da confirmação do tarifaço anunciado no começo deste mês, o Sistema Fiergs lamentou da decisão por meio de nota.

“Desde o dia 9 de julho, quando a medida foi anunciada, a entidade, sob a liderança do presidente Claudio Bier, tem feito todos os esforços em relação ao tema. Reuniões com autoridades estaduais e federais foram realizadas em Porto Alegre e em Brasília. Estudos, documentos e relatos levaram o posicionamento do setor industrial gaúcho e a apreensão com a gravidade do momento. Todas as frentes possíveis de diálogo foram abertas”, diz trecho do documento.

A entidade ainda destacou que diante do cenário com a adoção da nova tarifa passa a priorizar dois encaminhamentos:

1) aprofundar a discussão sobre medidas mitigatórias do pesado impacto da tarifa para as indústrias exportadoras. Até o momento, já está assegurada uma linha de crédito de R$ 100 milhões do BRDE, iniciativa do governo do Estado. A medida é louvável e importante, mas insuficiente para a gravidade do quadro. Junto ao Palácio Piratini, a Fiergs reivindica a liberação de créditos de ICMS Exportação para indústrias que tiverem suas vendas aos EUA afetadas. Entendemos que há espaço para novas ações por parte do governo do Estado e muito mais espaço ainda para medidas de natureza tributária, trabalhista e de crédito, entre outras, de parte do governo federal.

2) manter a serenidade que o momento exige, evitando ações e gestos que venham a acirrar o clima entre os dois governos e resultem em prejuízos ainda maiores para as duas nações. Só assim, será possível contar com a possibilidade de ter canais de negociação.

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No manifesto, a Fiergs enfatiza que o Rio Grande do Sul está na iminência de perder R$ 1,9 bilhão do seu PIB, a segunda maior perda de um estado em valores absolutos, conforme estudo divulgado pela CNI. “As 1.100 indústrias gaúchas que exportam para os EUA integram cadeias produtivas que empregam mais de 145 mil trabalhadores. Estes números mostram a magnitude do problema que já começamos a enfrentar na forma de cancelamento de encomendas, embarques suspensos, negócios desfeitos, desaceleração da produção e férias emergenciais, entre outros impactos”, observa a entidade.

Por fim, a Fiergs disse que continuará focada e buscando todos os caminhos possíveis em defesa da indústria e do Estado.

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