Conforme Tigre, além desta questão pontual, o governo brasileiro precisa buscar soluções permanentes para o relacionamento bilateral. "O fluxo de comércio com a Argentina deve ter regras de longo prazo, evitando a sucessão de surpresas que vêm prejudicando sistematicamente o setor exportador do Brasil".
Tigre destaca que no caso do Rio Grande do Sul, 12% das exportações estão sendo afetadas, envolvendo US$ 201,8 milhões. "Segmentos importantes da nossa economia já acumulam prejuízos, como as indústrias de máquinas agrícolas e de calçados", afirma.
O Rio Grande do Sul é tradicionalmente deficitário com a Argentina, com um saldo negativo, em 2010, de US$ 1,8 bilhão.