Economia

Fiergs prevê crescimento de 5% do PIB da indústria gaúcha

Estudo aponta maior desafio no setor de infraestraura do Rio Grande do Sul

Estudo da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) prevê crescimento de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) da indústrica gaúcha, no próximo ano. O Balanço 2009 e Perspectivas 2010 da economia, divulgado nesta terça-feira, aponta como desafio os investimentos no setor de infraestraura no Rio Grande do Sul, para alavancar a recuperação econômica e buscar o equilíbrio fiscal.

"Mesmo com uma projeção de crescimento menor do que a média nacional, o Estado terá na indústria o seu principal vetor de expansão, com um índice previsto de 8,1%", assinalou o presidente da Fiergs, Paulo Tigre. Para chegar a esse patamar, o dirigente afirmou que os principais desafios estão na promoção da chamada Nova Economia, no resgate da competitividade através da qualificação e no incremento dos investimentos públicos e privados. Para Tigre, alterações na matriz produtiva, inserindo novos segmentos de produtos, com direcionamento maior para o mercado interno e menos preocupação com as exportações também poderão fortalecer a economia gaúcha. "Assim como podemos abrir grandes perspectivas com o polo naval, na zona Sul do RS, também há bons negócios em vista nos polos de laticínios e na área de TI", sustentou.

Tigre lembrou que o Estado está fazendo a sua parte, garantindo o ajuste fiscal e modificando o tratamento em questões como a previdência dos servidores e no estabelecimento de critérios de meritocracia. "Temos, no entanto, que ampliar os investimentos públicos, que ficaram perto de R$ 1,2 bilhão, em 2009, contra R$ 7 bilhões, em Minas Gerais, e mais de R$ 10 bilhões, em São Paulo", enfatizou. Ele ressaltou que, entre 2002 e 2009, o Rio Grande do Sul registrou uma elevação menor do PIB frente aos números nacionais. Enquanto o País cresceu 3,97%, o Estado verificou índice de 2,49%.

O cenário traçado pela federação apontou, também, um crescimento de 2,3% para a agropecuária gaúcha e de 3,9% para o setor de serviços.

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