A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) emitiu uma nota, nesta segunda-feira, criticando a proposta das centrais sindicais de pedir reajuste de 14% no piso mínimo regional. O presidente da entidade, Paulo Tigre, alerta que o impacto do aumento no mínimo regional deve elevar os custos da economia gaúcha em relação a outros Estados onde a iniciativa não existe.
Segundo o dirigente, corrigir o piso é ajudar a criar empregos em outras regiões do País e reduzir o nível de emprego na indústria do Rio Grande do Sul, que em janeiro já registrava queda de 3,1% no comparativo com o mesmo período no ano passado. "É um pedido de reajuste absurdo", salientou.
Já o presidente da Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul), José Paulo Cairoli, voltou a defender que o mínimo regional seja extinto. Para o dirigente, o piso é um custo adicional que diminui a competitividade e o aumenta o desemprego e a informalidade no mercado de trabalho, sobretudo em segmentos como as microempresas, comércio e pequenos serviços.
Fiergs reage contra pedido de reajuste do mínimo regional
Entidade defende que medida deve elevar os custos da economia gaúcha em relação a outros Estados